Arraiá da Saúde

Agosto é mês de arraial? Para a saúde é sim! Na última quinta-feira, dia 22 de agosto, tivemos o nosso Arraiá da Saúde, aqui na Ilha de Paquetá, que aconteceu na Praça Pedro Bruno, em frente a estação das barcas, que contou com uma série de serviços, não apenas para população local, mas para todos que estivessem passando por ali.

A ação contou com a participação de diversos profissionais da UISMAV e também da FAETEC, que estiveram presentes para apoiar essa importante iniciativa e, também, aumentar a gama de serviços oferecidos nesse dia. Além dos já tradicionais atendimentos básicos de saúde, como aferição de pressão, teste de níveis de glicemia e vacinação, também tivemos massoterapia, corte de cabelo, reflexologia podal, manicure, num evento muito completo.


Para além desses importantes serviços e cuidados, ainda foi oferecido pequenas palestras sobre cuidados básicos de saúde. O apoio do grupo de saúde mental também se fez presente, com distribuição de folheto e orientações sobre prevenção de suicídios.

Promoção de Saúde na Escola

Escola também é um ambiente para se aprender sobre saúde. Ontem, dia 20 de agosto, a equipe de Saúde da Família foi até a Escola Municipal Joaquim Manoel de Macedo, para falar com as crianças de Paquetá um pouco sobre cuidados com a saúde.

Uma parte da Equipe Campo esteve presente com algumas turmas da Escola, foi feita uma breve palestra sobre cuidados de saúde e prevenção de pequenos acidentes em casa, tudo de maneira simples e descontraída, para o fácil entendimento dos pequenos. As crianças também participaram, fazendo perguntas e interagindo bastante com a equipe, o que ajudou a sanar dúvidas e os aproximar mais dos profissionais da saúde.

Além da palestra houve também avaliação e orientações de saúde bucal, a equipe de odontologia que esteve presente avaliou cuidadosamente as crianças e também fez breves orientação para manter a saúde bucal em dia.

Essa aproximação do serviço de atenção primária e a parceira com a Escola é muito importante, pois leva a promoção da saúde diretamente às nossas crianças, sem que haja necessidade de parar totalmente suas atividades escolares.

 

 

Reunião de HiperDia

Na manhã dessa quarta-feira, dia 14 de agosto, tivemos uma ótima reunião do grupo de HiperDia (Hipertensão e Diabetes), com a presença de médicos de ambas as equipes, Campo e Ponte, enfermeiras e alguns ACS (Agentes Comunitários de Saúde), que prestaram todo o apoio necessário.

Tivemos uma palestra sobre educação em alimentação e bons cuidados com os pés diabéticos, este último que é uma grande preocupação para os diabéticos. Mas além da palestra, tivemos aferição de  pressão, antropometria, análise de pé diabéticos e escuta ativa das demandas dos participantes.

Ficou pactuado a entrega de exames de laboratoriais e datas de consultas. E para Pacientes que estavam faltando preventivos, que não tinham disponibilidade no momento para fazer, agendamos retorno para consulta e coleta do colpocitologico.

 

Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol

As doenças cardiovasculares em decorrência do colesterol alto são a principal causa de mortes no mundo atualmente e custam a vida de 100 mil brasileiros por ano.

O colesterol é um composto químico do grupo dos álcoois. Tem a textura e a aparência de uma cera gordurosa. Apesar da péssima fama, o colesterol é essencial ao organismo, pois está presente na estrutura de todas as células, forma ácidos biliares que atuam na digestão e faz parte da composição dos hormônios e de algumas vitaminas, notadamente a vitamina D. Por ser insolúvel em meio aquoso, como nosso sangue, ele é transportado por lipoproteínas, que são medidas e expressas por sua densidade (relação entre massa e volume).

Composição e diferentes tipos de colesterol

O colesterol é só um, o que varia é seu meio de transporte. Seu transporte, bem como o destino, depende das lipoproteínas, que são conglomerados proteicos, gorduras e outras substâncias. Elas podem ser de alta ou de baixa densidade, dependendo da composição, e têm funções diferentes.

LDL colesterol: o colesterol contido nas chamadas lipoproteínas de baixa densidade é chamado de LDL (do inglês low density lipoprotein). O LDL leva o colesterol para as nossas células e, em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas que aumentam o risco de infarto e de derrame, processo conhecido como aterosclerose. Por isso, o LDL é conhecido como “mau colesterol” e seu nível deve ser mantido baixo.

HDL colesterol: quem tira o colesterol das células, para ser eliminado, são as lipoproteínas de alta densidade, ou HDL (do inglês high density lipoprotein). Ele ajuda a evitar o entupimento das artérias, sendo conhecido como “bom colesterol” e seu nível deve ser alto.

Grande parte da fabricação do colesterol acontece no fígado sendo, então, liberado na corrente sanguínea e distribuído para os tecidos, onde pode ser utilizado ou armazenado no tecido adiposo, a camada de gordura que temos abaixo da pele. As lipoproteínas de baixa densidade são capturadas por receptores no interior das células, e aí o colesterol livre é depositado. Já as partículas de HDL são formadas não só no fígado, mas também, no intestino e na circulação.

Níveis altos de colesterol LDL no sangue são um importante fator de risco para problemas no coração, entre eles, doenças das artérias que podem determinar a angina ou o infarto. Além disso, também estão relacionados a outros tipos de complicação como doenças da principal artéria do corpo – a aorta, além de demência e acidente vascular encefálico – o derrame cerebral. Por outro lado, níveis altos de colesterol HDL podem conferir algum grau de proteção para estas doenças.

Ter o colesterol alto não apresenta sintomas e a única forma de diagnosticá-lo é dosando seus níveis sanguíneos. Quanto mais cedo se dosa o colesterol na vida, maior a chance de se detectar a tendência genética de produzir mais colesterol do que o necessário.

Fatores de risco

História familiar: a presença de níveis elevados de gorduras no sangue pode ter origem genética e ser herdada dos pais para os filhos. É a chamada hipercolesterolemia familiar, condição que raramente pode ser tratada apenas com mudanças no estilo de vida. Vários genes já foram associados à esta condição.

Sedentarismo: a atividade física ajuda a “queimar” o colesterol ruim (LDL) e a aumentar o bom (HDL).

Dieta inadequada: excesso de gorduras e carboidratos, somado à quantidade insuficiente de fibras e alimentos antioxidantes, pode causar aumento do colesterol ruim. Uma vez diagnosticado, o tratamento do colesterol elevado deve ser imediatamente iniciado, com adoção de mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de medicamentos.

O tratamento adequado com medicação, associado à mudança do estilo de vida com atividade física e dieta, é fundamental nos casos de hipercolesterolemia.

Prevenção

A prevenção se faz através de um estilo de vida saudável, com consumo moderado de gorduras saturadas e atividade física regular. Porém, é preciso estar ciente de que, do colesterol sanguíneo que temos, somente 15% vem da alimentação; o restante é produzido especialmente pelo nosso fígado, e nesse caso, somente medicação consegue inibir sua produção e reduzir os valores no sangue. As melhores dietas reduzem somente 10% do colesterol sanguíneo.

Hábitos de vida saudável, ainda na infância e na adolescência, seriam a prevenção primordial. Após os 40 anos de idade, porém, se inicia o período de maior prevalência dos principais fatores de risco para a doença cardiovascular: o colesterol elevado, a hipertensão arterial e o diabetes, acrescidos pelo tabagismo, obesidade e sedentarismo; nas mulheres, a chegada da menopausa é também um fator de risco.

Para diminuir o colesterol ruim:

– praticar exercícios físicos;
– ter uma alimentação saudável;
– consultar um médico para avaliação, pois pode ser necessário tomar medicamentos para normalizar os níveis de colesterol LDL.

Para aumentar o colesterol bom:

– praticar exercícios físicos de alta intensidade;
– aumentar o consumo de abacate, nozes, soja, aveia, frutas e legumes;
– perder peso, se estiver acima do peso ideal, especialmente se tiver muita gordura abdominal.

https://bvsms.saude.gov.br/08-8-dia-nacional-de-prevencao-e-controle-do-colesterol-2/

Agosto Dourado: Mês do Aleitamento Materno

Anualmente, em âmbito global, a World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) coordena a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), entre os dias 1 e 7 de agosto.

O tema de 2024 “Amamentação: apoie em todas as situações” tem como intuito destacar as necessidades de aprimoramento do apoio à amamentação, com foco na redução de desigualdades e na prática da amamentação em tempos de crises. A escolha está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atuam como os principais promotores das campanhas de aleitamento materno, em alinhamento às diretrizes da comunidade internacional. Desde 2017, a SBP realiza o “Agosto Dourado”, ampliando as comemorações e ações em prol da amamentação para todo o mês de agosto, tendo em vista a ocorrência do Mês do Aleitamento Materno, instituído pela Lei nº 13.435/2017.

De acordo com a Lei, no decorrer do mês de agosto serão intensificadas ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno, como:

– Realização de palestras e eventos;
– Divulgação nas diversas mídias;
– Reuniões com a comunidade;
– Ações de divulgação em espaços públicos;
– Iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por ano, cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

A cor escolhida para campanha é o dourado, que significa o “padrão ouro de qualidade” do leite materno – o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. É nele que estão contidas todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e os nutrientes necessários para o saudável desenvolvimento dos bebês.

De acordo com a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Rossiclei Pinheiro, a amamentação é uma poderosa ferramenta para a construção de uma sociedade com mais saúde e bem-estar. Por isso, esforços devem ser feitos de modo a garantir que todos tenham a oportunidade de amamentar. “É essencial que ninguém seja deixado para trás, especialmente mães vulneráveis que necessitam de suporte adicional”, frisa.

Para a SMAM 2024, foram instituídos quatro objetivos principais:

– Informar as pessoas sobre as desigualdades existentes no apoio e prevalência da amamentação;
– Engajar indivíduos e organizações para aumentar a colaboração e o apoio ao aleitamento materno;
– Fomentar a promoção do aleitamento materno como instrumento de redução das lacunas e desigualdades sociais;
– Agir objetivamente para reduzir as desigualdades no apoio à amamentação, com foco em grupos vulneráveis.

Conforme frisa a dra. Rossiclei Pinheiro, para que as metas sejam alcançadas é fundamental que diferentes parceiros estejam mobilizados. Nesse sentido, a SMAM 2024 elenca como público-alvo e conclama à atuação: organizações da sociedade civil, governos, formuladores de políticas, sistemas de saúde, locais de trabalho, comunidades, pais e familiares no geral.

Os benefícios do aleitamento materno são muitos para o bebê e para a mãe. Para o bebê, traz proteção contra infecções respiratórias, diarreia; diminuição do risco de alergias, de hipertensão, diabetes, obesidade, hipercolesterolemia; ajuda do desenvolvimento cognitivo e da saúde bucal. Para a mãe, protege contra o câncer de mama e tem efeito contraceptivo. Outros benefícios são menores custos financeiros, promoção de vínculo afetivo entre mãe e filho e melhor qualidade de vida de ambos.

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional.

O aleitamento materno é uma das prioridades do Governo Federal. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses o bebê receba somente leite materno (aleitamento materno exclusivo), ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito da mãe, melhor para ele e para a mãe. Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família, mas não deve ser interrompida.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/amamentacao-apoie-em-todas-as-situacoes-mes-do-aleitamento-materno-no-brasil-e-semana-mundial-do-aleitamento-materno/

Dia Nacional da Saúde

No dia 5 de agosto, comemora-se o Dia Nacional da Saúde no Brasil. A data, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária e a ter um estilo de vida mais saudável, foi escolhida em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872.

Oswaldo Cruz foi um importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da febre amarela, peste bubônica e a varíola no Brasil. Além de ter fundado em 1900 o Instituto Soroterápico Federal, transformado em 1908 em Instituto Oswaldo Cruz.

Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1892, apresentando a tese de doutoramento “A vehiculação microbiana pelas águas”. Antes de concluir o curso, já publicara dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.

Oswaldo Cruz teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Para isso, adotou métodos como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores – mosquitos e ratos –, e a desinfecção das moradias em áreas de focos. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

Ao combater a febre amarela, na mesma época, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular.

Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou a rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, que durou uma semana, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Mesmo assim, em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a própria população procurou os postos de vacinação.

A luta contra as doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.

Com insuficiência renal, morreu em 11 de fevereiro de 1917, com apenas 44 anos.

O Dia Nacional da Saúde foi instituído pela Lei nº 5.352/1.967. As ações implementadas nesse dia visam despertar valores relacionados a saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças, pois está diretamente relacionada a presença de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população. Ser saudável depende de uma série de fatores físicos e mentais que devem fazer parte da rotina de todos, como uma boa alimentação, privilegiando alimentos frescos em detrimento de alimentos processados e ultra processados, ingestão suficiente de água, a prática de atividades físicas, lazer e descanso.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/05-8-dia-nacional-da-saude-e-dia-do-nascimento-de-oswaldo-cruz/

Dia Mundial de Luta Contra Hepatites Virais

As hepatites virais B e C afetam 325 milhões de pessoas no mundo, causando 1,4 milhão mortes por ano. É a segunda maior causa de morte entre as doenças infecciosas depois da tuberculose, e 9 vezes mais pessoas são infectadas com hepatite do que com o HIV. A hepatite é evitável, tratável e, no caso da hepatite C, curável. No entanto, mais de 80% das pessoas que vivem com hepatite carecem de serviços de prevenção, testagem e tratamento.

O Dia Mundial das Hepatites Virais foi criado em 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a Lei nº 13.802/2019, instituiu o Julho Amarelo, a ser realizado a cada ano em todo o território nacional, no mês de julho, quando são efetivadas ações relacionadas à luta contra as hepatites virais.

Para a campanha de 2019, a OMS invita a todos os países e parceiros a promover o tema: “Investir na eliminação da hepatite”, focando nos seguintes passos:

Conhecer – Evitar – Testar – Tratar – Eliminar a hepatite!

– Você está em risco? Seja testado! Testagem precoce significa tratamento precoce para prevenir doenças e salvar sua vida.
– Você está protegido? Hepatites B e C são evitáveis. A vacina contra hepatite B fornece proteção ao longo da vida. As hepatites B e C podem ser transmitidas por sexo, portanto, proteja-se usando preservativos.
– Seja forte: seja tratado ou curado de hepatite. Se você testou positivo, o tratamento deve ser iniciado sem demora.
– Vivendo com hepatite B? Algumas pessoas precisarão de tratamento e poderão se manter saudáveis com a terapia por toda a vida.
– Vivendo com hepatite C? O tratamento de 3 meses pode curar a infecção.

Hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. Hepatites podem ser silenciosas , nem sempre apresentando sintomas, mas, quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites, observe se você já se expôs a algumas dessas situações:

– condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E);
– se praticou sexo desprotegido ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D);
– da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B, C e D).

Obs.: no caso das hepatites B e C, é preciso um intervalo de 60 dias após a exposição ao vírus para que os anticorpos sejam detectados no exame de sangue.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/28-7-dia-mundial-de-luta-contra-hepatites-virais-investir-na-eliminacao-da-hepatite/

 

Sessão de Cinema Sobre Saúde Mental

Na tarde de ontem, segunda -feira dia 08 de julho, foi a vez de uma sessão especial de cinema no auditório da UISMAV com participação da equipe multidisciplinar, sobre saúde mental e, para ilustrar o tema, foi exibido um resumo do filme “Nise: O Coração da Loucura”.

O filme “Nise: O Coração da Loucura”, lançado em 2016, é baseado em fatos reais e relata a história de Nise da Silveira,  interpretada por Glória Pires, uma psiquiatra brasileira que revolucionou o tratamento dos distúrbios mentais, principalmente da esquizofrenia.

Após a exibição foi feito um pequeno debate não apenas sobre o filme, mas sobre todo o tratamento e cuidados sobre saúde mental no geral, a evolução dos cuidados em pacientes, como novos métodos para identificar e tratar os pacientes, os estigmas que as questões de saúde mental ainda trazem, além de mostrar também os fatos reais por trás da dramatização.

   

Palestra Sobre Autismo

Na manhã desta terça-feira, dia 02 de julho, tivemos uma breve, porém muito importante, palestra sobre o autismo ministrada pelo Assistente Social Charles e responsável pelas práticas integrativas, Claudia.

Foi abordado todo o histórico do autismo, desde sua descoberta, até os dias de hoje, as dificuldades que haviam no passado em diagnosticar, o entendimento da existência dos vários espectros do autismo, além das dificuldades, preconceitos e estigmas que pessoas portadores do espectro autista passa.

Foi também aberto o espaço para que os participantes também pudessem tirar dúvidas e contar suas experiências.

Dia da Vacina BCG

No final do século 19 e início dos anos 1900, a tuberculose matava mais do que qualquer outra doença e não existia política pública para o seu controle. A doença é endêmica, com desenvolvimento lento, e pode levar à morte.

O bacilo de Koch, agente causador da tuberculose, apesar de poder contaminar qualquer pessoa, costuma levar ao óbito aqueles que estão em situação mais vulnerável e com sistema imunológico comprometido.

O imunizante foi fruto de uma longa pesquisa dos franceses Léon Calmette e Alphonse Guérin. Eles atenuaram uma bactéria, batizada de Bacilo de Calmette e Guérin (por isso, a sigla BCG), e anunciaram, naquele 1º de julho de 1921, uma forma de debelar o bacilo de Koch, causador da tuberculose.

“Foi uma grande vitória contra essa doença, que matava tanta gente no mundo inteiro e até hoje tem os mais vulneráveis como suas principais vítimas”, afirma a médica Dilene Nascimento, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e estudiosa da história das doenças no Brasil. Há registro de casos de tuberculose no país desde o período de colônia.

Desenvolvimento da vacina no Brasil

O pesquisador Arlindo de Assis, cientista do Instituto Vital Brazil, recebeu a cepa inativada da bactéria para desenvolver a vacina no país, em 1925.

Transferido para a Liga Brasileira contra a Tuberculose, recém criada à época, Arlindo de Assis passou a produzir a BCG e a entidade assumiu a aplicação das doses nos dispensários e nas escolas, entendendo que a prioridade deveria ser crianças e estudantes.

Com a criação do Departamento de Saúde Pública, foi criada uma política pública com relação à tuberculose.

Em 1974 a vacina BCG entrou para o calendário de vacinação do Programa Amplo de Imunizações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em 1976, o Ministério da Saúde tornou obrigatória sua administração às crianças brasileiras.

A tuberculose é uma doença que não afeta apenas os pulmões, mas, também, ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

A forma ativa do pulmão tem como sintomas: tosse, às vezes com expectoração e sangue, falta de ar, dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre e suores, principalmente ao final do dia.

Transmissão:

Pessoas saudáveis e infectadas podem não apresentar sintomas e, mesmo assim, transmitirem a bactéria. O contágio se dá de uma pessoa para a outra, através de gotículas de saliva contaminadas e eliminadas pela respiração, tosse ou espirro.

O compartilhamento de objetos não oferece risco. Pessoas com o sistema imunológico comprometido têm mais chance de desenvolver a doença, em especial, a forma grave e generalizada.

Para prevenir a tuberculose é necessário vacinar todas as crianças, a partir do nascimento. A vacina em dose única, ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra as formas mais graves da doença e está disponível nas salas de vacinação das unidades básicas de saúde e em algumas maternidades, devendo ser ministrada ao nascer ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias de idade.