Cine Debate

Na manhã desta quarta-feira, dia 26 de março, tivemos no auditório da UISMAV o Cine Debate, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, sendo debatidos temas sobre desigualdades, saúde, educação, direitos, cultura, com a exibição do vídeo “As mulheres na história: as mulheres e o acesso à educação no Brasil”.

Presentes estavam o Assistente Social Charles e Psicóloga Julia, além da Instrutora da Academia Carioca, Simone, que também mediaram o debate. Houve, claro um amplo espaço para que os presentes expressassem suas opiniões, debatendo não apenas sobre o tema proposto, mas ampliando mais ainda o debate, abrangendo outros temas sociais.

Orgulho SUS

Hoje dia 21 de março é o dia do Orgulho SUS, a campanha é uma forma de lembrar a importância do SUS para a população brasileira e valorizar também todos os seus profissionais, sejam aquelas que trabalham na linha de frente, ou até mesmo aqueles que  atuam nos bastidores, para proporcionar um melhor atendimento e diversificação de serviços para todos.

Sistema Único de Saúde (SUS) é a denominação do sistema público de saúde brasileiro criado pela Constituição Federal de 1988 pelo texto elaborado durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988 na sua 267.ª sessão no dia 17 de maio de 1988. Entre os países com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil é o único que possui um sistema de saúde pública universal totalmente financiado pelo Estado.

O SUS realiza desde atendimentos primários até procedimentos complexos e oferece atendimento de emergência para pessoas que sofrem acidentes pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O sistema de saúde brasileiro também fornece vacinas e medicamentos gratuitamente para pessoas com diversas doenças (como diabetes, pressão alta, asma, HIV e Alzheimer), financia pesquisas na área de epidemiologia e fiscaliza a qualidade dos alimentos oferecidos em estabelecimentos comerciais por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foi instituído pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, como forma de efetivar o mandamento constitucional do direito à saúde como um “direito de todos” e “dever do Estado” e está regulado pela Lei n.º 8.080/1990, a qual operacionaliza o atendimento público da saúde.

Com o advento do SUS, toda a população brasileira passou a ter direito à saúde universal e gratuita, financiada com recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, conforme rege o artigo 195 da Constituição. Fazem parte do Sistema Único de Saúde, os centros e postos de saúde, os hospitais públicos — incluindo os universitários, os laboratórios e hemocentros (bancos de sangue), os serviços de vigilância sanitária, vigilância epidemiológica, vigilância ambiental, além de fundações e institutos de pesquisa acadêmica e científica, como a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e o Instituto Vital Brazil.

Dia Mundial da Saúde Bucal

Saúde bucal
O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, tem mudado a qualidade de vida das pessoas com o programa Brasil Sorridente, que vem ampliando o acesso ao tratamento odontológico aos brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, mais de 5,2 mil municípios ofertam serviços de promoção, prevenção e tratamento bucal para todas as idades na rede pública de saúde.

A principal linha de ação do Brasil Sorridente é a reorganização do acesso à saúde bucal na Atenção Primária. No Brasil Sorridente, as equipes das Unidades de Saúde da Família contam com a presença de dentistas, auxiliares e técnicos em saúde bucal, que ampliam os atendimentos a toda população, com estratégias especiais para locais que apresentam maior dificuldade de acesso aos serviços, como comunidades rurais, ribeirinhas, população em situação de rua, entre outros.

Na atenção especializada, onde estão serviços como cirurgias e próteses, se destacam a implantação de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e a ampliação dos pontos de apoio à rede de assistência, por meio dos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias, que viabilizam o apoio para a promoção, recuperação e reabilitação em saúde bucal.

Além disso, o Brasil Sorridente está em constante construção acerca dos temas que envolvem a fluoretação das águas de abastecimento público em parceria com Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).

Para a ampliação dos serviços de saúde bucal, o Governo Federal investiu R$ 1,5 bilhão em 2021, e há expectativa de investir R$ 1,6 bilhão em 2022. Esses serviços são ofertados em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Saúde Família (USF), Unidades Odontológicas Móveis (UOM), Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e hospitais.

Conheça a assistência bucal prestada pelo SUS:
Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família
Nestes locais é oferecido o primeiro atendimento e, caso necessário, o encaminhamento aos centros especializados, apenas nos casos mais complexos.

Pré-natal odontológico
As Equipes de Saúde da Família estimulam a realização das consultas odontológicas durante a gestação. Com isso, é possível realizar o planejamento do tratamento, de acordo com a necessidade da gestante. Cada UBS ou USF define como é feita a marcação de consulta. A orientação é que a primeira consulta seja no mesmo dia em que é realizada a consulta de pré-natal, para facilitar a ida da gestante ao atendimento.

Centros de Especialidades Odontológicas
Somam mais de mil serviços que ofertam cinco especialidades para atender às maiores necessidades da população, que necessita de atendimentos especializados em endodontia, periodontia, cirurgia oral, estomatologia e também cuidados para pessoas com deficiência.

Na Ilha de Paquetá os profissionais de saúde também fazem ações ativas, como por exemplo, realizando ações regulares na escola, fazendo avaliações, dando orientações e distribuindo kits de higiene bucal, para que nossas crianças estejam sempre muito bem atendidas.

Fonte:
https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2022/03/dia-mundial-da-saude-bucal-conheca-os-servicos-ofertados-no-sus

Tabagismo 2025

A luta contra o tabagismo é constante e neste dia 20 de fevereiro, tivemos a volta do nosso Grupo de Tabagismo, em uma reunião muito produtiva que aconteceu na auditório da USIMAV na manhã desta quinta-feira, com o primeiro grupo de 2025. Como de costume, o grupo liderado pela farmacêutica Silvana e pela técnica Claudia, contou também com a participação da ACS Iza e do mestre André, voluntário nas práticas integrativas.

Diferente dos grupos passados, a primeira reunião deste ano já começou com uma abordagem diferente, sem se ater unicamente a aspectos técnicos e protocolares, para este ano a proposta são reuniões mais objetivas e dinâmicas, buscando conhecer mais as particularidades de cada um os participantes, através da troca de experiências, para, assim, traçar a melhor abordagem no combate ao tabagismo, sem deixar de lado o coletivo.


Entretanto uma coisa que não mudou foi a integração das Práticas Integrativas, que visam ajudar a combater a ansiedade, como Chi-Kung, auriculoterapia, cromoterapia e reiki. Todos esses serviços são ofertados pelo Consultório Verde.

 

15/02 – Dia Internacional do Câncer na Infância

No dia 15 de fevereiro a comunidade global celebra o Dia Internacional do Câncer Infantil com uma campanha colaborativa para aumentar a conscientização sobre o câncer infantil e expressar apoio às crianças e adolescentes com câncer, os sobreviventes da doença e suas famílias.

Câncer infantil na Região das Américas e no mundo:

O câncer é a principal causa de morte de crianças e adolescentes em todo o mundo. A cada ano, mais de 400.000 crianças são diagnosticadas com câncer. Na região das Américas, a estimativa foi de 32.065 novos casos de câncer em 2020 em crianças de 0 a 14 anos; deles, 20.855 casos foram na América Latina e no Caribe.

Crianças com câncer que vivem em países de renda baixa e média enfrentam injustiças inaceitáveis ​​na detecção precoce, no diagnóstico e no acesso a tratamento de qualidade e a cuidados paliativos. Os resultados inferiores inferiores atingidos por essas crianças são uma ameaça à coesão social, à prosperidade econômica e ao cumprimento das metas globais incluídas na Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

A Iniciativa Global para o Câncer Infantil da Organização Mundial da Saúde (OMS) visa melhorar os resultados para crianças com câncer em todo o mundo. O objetivo é dar a todas as crianças com câncer a melhor chance de sobreviver, de viver uma vida plena e abundante e de viver e morrer sem sofrimento. Trabalhando além das fronteiras, setores e disciplinas, podemos criar um futuro melhor para as crianças com câncer.

Assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos pela doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

O câncer infantojuvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Os pais e/ou responsáveis devem estar alertas às queixas das crianças e, ao sinal de alguma anormalidade, levá-los para avaliação de um profissional de saúde.

O câncer em adultos está ligado ao envelhecimento, ao tabagismo, ao consumo de álcool, entre outros riscos de exposição, já o câncer na infância não tem relação com fatores ambientais e de estilo de vida. Por esse motivo, é muito importante o diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento. Atenção a alguns sinais e sintomas, como:

– Perda de peso contínua e inexplicável;
– Dores de cabeça com vômito de manhã;
– Aumento do inchaço ou dor persistente nos ossos ou articulações;
– Protuberância ou massa no abdômen, pescoço ou qualquer outro local;
– Desenvolvimento de uma aparência esbranquiçada na pupila do olho ou mudanças repentinas na visão;
– Febres recorrentes não causadas por infecções;
– Hematomas excessivos ou sangramento, geralmente repentinos;
– Palidez perceptível ou cansaço prolongado.

Protocolo de Arboviroses da UISMAV em 2025

A manhã desta sexta-feira começou com uma importante reunião com a equipe da USIMAV com os protocolos para este ano de 2025 sobre arboviroses, com o Diretor Rodrigo, apresentando o novo protocolo de atendimento.

A apresentação começou mostrando quais são as arboviroses, como dengue, chikungunya, zika, febre amarela, falando também sobre a febre oropouche que é causada pelo mosquito popularmente conhecido como Maruim. O protocolo inclui não a penas as formas de prevenção e tratamento, mas principalmente a abordagem e acolhimento de todos que procurem a unidade com sintomas dessas doenças.

Grupo de Hiperdia

Na manhã desta quinta-feira, dia 06 de fevereiro, tivemos a primeira reunião do Grupo de Hiperdia (hipertensão e diabetes) de 2025 e, como no ano anterior, contando com o total apoio do pessoal do Consultório Verde e da farmacêutica Silvana.

Foram realizadas orientações sobre armazenamento das medicações, sobre os riscos, sobre a importância de tomar a medicação corretamente. Orientado sobre o Consultório Verde, os benefícios e malefícios sobre os chás e sobre os serviços ofertados no Consultório Verde, como auriculoterapia, reflexologia podal entre vários outros, que auxiliam e complementam nos cuidados com os pacientes.

Também foram feitas avaliações do pé diabético, avaliação de sinais vitais e antropométrico e solicitação de exames de rotina.

 

Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência


A Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019, tem o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência.

Os adolescentes – indivíduos entre 10 e 20 anos incompletos – representam cerca de 20% a 30% da população mundial, estimando-se que no Brasil essa proporção alcance 23%. Dentre os problemas de saúde nessa faixa etária, a gravidez sobressai em quase todos os países e, em especial, nos países em desenvolvimento.

A taxa mundial de gravidez adolescente é estimada em 46 nascimentos para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos.

No Brasil, um em cada sete bebês é filho de mãe adolescente. A cada hora nascem 48 bebês, filhos de mães adolescentes. Um dado preocupante é o número de bebês com mães de até 14 anos que contabilizou 19.330 nascimentos no ano de 2019, o que significa que a cada 30 minutos, uma menina de 10 a 14 anos torna-se mãe!

A gestação não planejada na adolescência pode resultar da falta de conhecimento da adolescente sobre sua saúde, sobre as consequências na sua vida, bem como ao acesso limitado aos métodos contraceptivos eficazes. Das gravidezes que ocorrem na adolescência, 66% são não intencionais, o que significa que a cada 10 adolescentes que engravidam, 7 referem ter sido “sem querer”.

Diversos fatores concorrem para a gestação na adolescência. No entanto, a desinformação sobre sexualidade, sobre direitos sexuais e reprodutivos é o principal motivo. Questões emocionais, psicossociais e contextuais também contribuem, inclusive para a falta de acesso à proteção social e ao sistema de saúde, incluindo o uso inadequado de contraceptivos, como métodos de barreira e preservativos.

Além do aspecto social – a adolescente tem, por exemplo, sua vida escolar interrompida – e do aumento da situação de vulnerabilidade dessa jovem mãe e seu bebê, principalmente no caso de famílias com baixa renda, são muitos os riscos à saúde de mãe e filho.

Fatores de risco biológicos:

– Menor 16 anos;
– Competição mãe-feto por nutrientes;
– Altura inferior a 150 cm;
– Peso inferior a 45 kg;
– Doenças crônicas (diabetes, cardiopatia ou renais, hipertensão arterial);
– Infecções sexualmente transmitidas (Sífilis, HIV, hepatites B/C);
– Doenças agudas emergentes (dengue, zika, toxoplasmose, etc.);
– Transtorno psiquiátrico.

Fatores de risco psicossociais:

– Família: disfuncional, doença psiquiátrica, uso de drogas, violência;
– Pobreza, migração, situação de rua, refugiados;
– Usuária de psicoativos (álcool, tabaco, cocaína, crack);
– Automedicação;
– Gestação fruto de estupro/relação extraconjugal;
– Rejeição à gestação;
– Tentativa de abortamento;
– Falta de apoio familiar: mãe, parceiro;
– Início tardio do pré-natal;
– Dificuldade de acesso a serviços de pré-natal.

Fatores de risco obstétricos:

– Menos de 6 consultas de pré-natal;
– Escassez de programas para gestante adolescente;
– Pré-eclâmpsia;
– Desproporção pélvica-fetal;
– Gravidez gemelar;
– Complicações durante o parto;
– Cirurgia cesariana de urgência;
– Infecções durante e pós-parto.

Repercussões da gravidez na adolescência para o recém-nascido (RN):

– Prematuridade;
– Pequeno para idade gestacional;
– Baixo peso (retardo intrauterino);
– APGAR inferior a 5;
– Dismorfias, síndromes congênitas (Síndrome de Down, defeitos neurais);
– Infecções congênitas (sífilis, herpes, toxoplasmose, hepatites B/C, Zika, HIV/aids);
– Necessidade de UTI neonatal;
– Traumatismos e repercussões do parto (hipóxia, paralisia cerebral);
– Dificuldades de amamentação;
– Risco de negligência, ambiente insalubre.

Repercussões da gravidez na adolescência para a adolescente e o RN:

– Depressão e psicose puerperal;
– Abandono do RN em instituições;
– Rejeição do RN do convívio familiar;
– Ausência de amamentação;
– Abandono/omissão de paternidade;
– Acompanhamento pediátrico falho;
– Esquema de vacinação incompleto;
– Abandono escolar, bullying;
– Baixa qualificação profissional da mãe.

Prevenção:

Um dos mais importantes fatores de prevenção é a educação, fato indubitável para a saúde plena, tanto individual quanto coletiva.

10 pontos fundamentais para reduzir as taxas de gravidez na adolescência:

– Sensibilizar e capacitar profissionais da saúde para o atendimento de adolescentes e promover reciclagem periódica destes profissionais;
– Garantir o fornecimento de métodos contraceptivos gratuitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), incluindo os contraceptivos reversíveis de longa ação (LARCs);
– Promover rodas de conversa com Grupos de Adolescentes e formar entre eles, agentes multiplicadores;
– Estimular o envolvimento dos adolescentes na criação de aplicativos ou vídeos educativos com divulgação monitorada;
– Promover interface com as Secretarias de Educação, Saúde, Cultura e Esporte e poder público, executivo e legislativo, buscando ações para medidas legislativas;
– Estabelecer parceria com Instituições de Ensino Superior nas áreas de saúde, educação, esporte, cultura e entidades cientificas;
– Incentivar pesquisas na rede pública com financiamento e premiações;
– Estabelecer linha de cuidado nas UBS e nas unidades de Programa da Família;
– Criar espaços de atendimento em locais vulneráveis;
– Estimular a troca de experiências exitosas interestaduais nacionais e internacionais.

Em outubro de 2021, foi instituído um Grupo de Trabalho para formular propostas para a construção do Plano Nacional de Prevenção Primária do Risco Sexual Precoce e da Gravidez de Adolescentes. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e conta com a participação dos ministérios da Cidadania, da Educação e da Saúde.

O Plano Nacional, proposto por meio da consulta pública, tem 24 iniciativas e cinco eixos estratégicos: promoção e democratização de conhecimento; formação de atores; sensibilização e mobilização; aprimoramento dos serviços e políticas; e, participação da família.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/semana-nacional-de-prevencao-da-gravidez-na-adolescencia-01-a-08-02/

Janeiro Roxo

Dia 26 de janeiro é o Dia Mundial Contra a Hanseníase. Por isso, o mês de janeiro ganhou a cor roxa para alertar e conscientizar a sociedade sobre o combate à hanseníase. A doença, cercada de preconceitos e estigma, é contagiosa, mas, tem controle e tratamento oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Uberlândia, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), oferece o tratamento por meio do Centro de Referência em Dermatologia Sanitária e Hanseníase (Credesh).

A contaminação ocorre pelo Mycobacterium leprae e, por atingir os nervos, uma das primeiras sequelas é a perda de sensibilidade da pele. Em muitos casos também há perda ou comprometimento severo dos movimentos que, em casos mais graves, pode levar à amputação.

O enfrentamento à hanseníase é um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e o diagnóstico precoce é fundamental para a redução da transmissão e do risco de desenvolvimento de incapacidades físicas. Para contribuir com o diagnóstico precoce da doença, em 2022 foram incluídos ao SUS três novos testes de apoio ao diagnóstico e um para detecção de resistência da doença. O uso começa neste ano.

Hanseníase no Brasil

O Brasil ainda é responsável por cerca de 90% dos casos novos diagnosticados nas Américas, sendo o segundo país a diagnosticar mais casos no mundo. Em 2019 foram diagnosticados 27.864 casos novos, dos quais 1.545 foram em pessoas com menos de 15 anos.

hanseníase é uma doença causada por uma bactéria que atinge a pele e os nervos periféricos. Quando não tratada ou tratada tardiamente, pode causar deficiências. Com o objetivo de divulgar essas e outras informações, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Hanseníase, Conhecer e Cuidar, de Janeiro a Janeiro”, promovendo ações contínuas de enfrentamento a doença ao longo de todo o ano.

A iniciativa busca disseminar informações sobre a hanseníase, além abordar estigmas e discriminação que dificultam seu diagnóstico e tratamento, com a ajuda de estados e municípios. “É preciso a união de todos no enfrentamento da doença. É importante que os pacientes saibam sobre sinais e sintomas. O tratamento é feito com a Poliquimioterapia Única (PQT-U), disponibilizada gratuitamente pelo SUS”, afirma a doutora Alda Maria Cruz, diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.

Confira algumas informações e saiba o que é falso ou verdadeiro sobre a doença:

Falso

  • A hanseníase se pega pelo abraço, utilização de talhares e roupas;
  • A hanseníase é de transmissão hereditária;
  • A hanseníase se cura com tratamento caseiro;
  • Pessoas com hanseníase devem ser afastadas do convívio familiar e social;
  • É impossível ter uma vida normal com hanseníase

Verdadeiro

  • A doença é transmitida de pessoa para pessoa;
  • É transmitida por meio de contato próximo e prolongado;
  • A hanseníase tem tratamento e cura;
  • O tratamento é distribuído gratuitamente pelo SUS;
  • Só transmite a hanseníase quem não está em tratamento ou o faz de forma irregular;
  • A hanseníase atinge a pele e nervos periféricos.

Importância da orientação

Para a fisioterapeuta Geisa Campos, de João Pessoa (PB), ações educativas e de conscientização promovem possibilidades maiores de discussão sobre a doença em rodas de conversa para que as pessoas falem sobre hanseníase, identifiquem os sinais e sintomas e busquem pelo diagnóstico precoce. Ela participou de uma campanha voltada para criança e adolescente e acredita que o próprio paciente é multiplicador de conhecimento sobre a hanseníase. Ela se especializou na temática de hanseníase a partir de um curso oferecido pelo órgão onde trabalhava.

“Sempre gostei de fazer prevenção em incapacidade, mas depois que me especializei na doença, não quis outra área. Ainda mais pelas histórias dos pacientes que passam por nós”, diz.

Emocionada, a fisioterapeuta, também narra a história de uma paciente que tinha um problema no pé e só tinha um par de chinelos que dividia com a irmã e a mãe.

“Como era de uso coletivo, o calçado não poderia ser adaptado para ela. Um dia, por sintoma da doença, ela não sentiu que perdeu o chinelo e, quando eu percebi, ela já estava descalça”, diz.

A fisioterapeuta improvisou um par de calçados e, a partir dessa iniciativa, nasceu a oficina de calçados que, hoje, funciona dentro do Complexo Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, Paraíba. “Hoje, temos uma sapataria que fornece, gratuitamente, sandália, aparelho dorso flexor para pé caído e splint para mão e garra”, conclui Geisa.

Estigma e discriminação

O desconhecimento sobre as formas de transmissão e sobre a existência da cura, além das deficiências decorrentes da doença, reforçam o estigma. Por isso, o paciente muitas vezes é excluído do seu círculo social. Como forma de enfrentamento ao estigma é importante o envolvimento das pessoas acometidas, seus familiares, comunidade, profissionais de saúde e outros, para promover o entendimento sobre a hanseníase e a desconstrução dos desconhecimentos e medos.

Francilene Carvalho, moradora de Teresina (PI), que trabalhou como trabalhadora doméstica, narra que recebeu diagnóstico de hanseníase e que sofreu discriminação, após seis anos de dor. Ela vivia em uma situação de vulnerabilidade e pensou que, talvez, essa fosse a causa de ser acometida pela doença. “Fiquei uma semana trancada no meu quarto. Minhas filhas passaram a fazer as coisas sozinhas. Tive apoio da minha irmã. Meu medo foi contar para as minhas seis patroas que estava com hanseníase. Elas eram da alta sociedade e não poderia perder meu trabalho”.

“Das seis patroas, só uma me apoiou. Recebi mensagem para ficar em casa, que receberia ajuda. Não queria ouvir isso. Queria ouvir ‘Continue conosco. Trabalhe aqui ainda e vamos te ajudar”, diz.

Para Francilene, o processo de enfrentamento da doença foi difícil, inclusive ao saber que sua filha de 16 anos também havia sido diagnosticada com a doença, mas por conta do diagnóstico precoce, ela foi tratada e curada.

De acordo com a Doutora Alda Cruz, é importante que todas as pessoas que residam ou tenham residido, conviva ou tenha convivido com pessoa acometida pela hanseníase, nos últimos cinco anos anteriores ao diagnóstico da doença, podendo ser familiar ou não, devam procurar a Unidade Básica de Saúde para realizar exame clínico. “Essa ação faz com que a doença seja diagnosticada mais rápido, possibilitando tratamento e cura, como aconteceu com a filha da Francilene”, diz a médica.

Muitas vezes, Francilene questionou o motivo de ter hanseníase, e com o passar dos anos, ela diz que obteve a resposta. “Não é fácil encarar a doença, a sociedade, mas precisamos ser protagonistas da própria história, não se esconda. Quando mais calarmos, mais o preconceito existirá. Eu tive hanseníase, tratei e hoje estou curada”, finaliza.

 

Fontes:
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sudeste/hc-ufu/comunicacao/noticias/janeiro-roxo-conscientizacao-e-combate-a-hanseniase
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/hanseniase-saiba-o-que-e-ou-nao-verdade-sobre-a-doenca

Ação de Conscientização Sobre Hanseníase

Janeiro é o mês da conscientização sobre a Hanseníase, na forma da campanha do “Janeiro Roxo”, diversas lações e campanhas são feita para informar e conscientizar sobre a doença. Nessa sexta-feira, dia 17, toda a equipe da Saúde da Família, em parceria com o Consultório Verde, fizeram uma ação na Praça Pedro Bruno, em frente a estação das barcas, para melhor informar a população.


A ação teve participação das equipes Campo e Ponte, do Consultório Vede e também contou com a presença do diretor da Unidade, Rodrigo Ferreira. Houve distribuição de panfletos informativos, rodada de tira dúvidas com a população, para melhor entender sobre a doença, afim de que as pessoas possam não apenas conhecer, mas também derrubar alguns mitos sobre a hanseníase, sintomas, métodos de prevenção e tratamento.