Saúde do Idoso

Na manhã da última sexta-feira, dia 13 de setembro, foi o dia de nossa equipe ir a campo para promover uma importante ação para os idosos da Ilha de Paquetá. Desta vez o foco foi com a Equipe Campo, que foi ao Conjunto Residencial Paquetá, atender diretamente os idosos que lá residem.


No pátio do Conjunto, reunidos em grupo, estiveram presentes a médica, enfermeira e Agentes Comunitárias da Equipe Campo, que conversaram sobre as doenças como diabetes e hipertensão, como ocorrem e como podemos trata-las e evita-las, a importância de acompanhamento regular na clínica da com médica e enfermeira e a importância da consulta de enfermagem nesse acompanhamento.

Grupo de Tabagismo

Na última sexta-feira, dia 06, aconteceu a primeira reunião do grupo de tabagismo do mês de setembro, que contou com a presença de profissionais de diversas áreas como, ACS (Agente Comunitário de Saúde), farmacêutica e profissionais das terapias complementares, todos empenados nessa importante luta contra o tabaco.

Mesmo sendo um assunto sério, as reuniões sempre se dão em tom leve e descontraído, onde não apenas os profissionais têm voz, mas os participantes também são convidados a falar e trocar suas experiências pessoais. Essa troca é importante, pois faz com que os profissionais conheçam melhor a realidade de cada um e traçar uma melhor estratégia para combater o tabagismo.

A palestra foi principalmente focada em formas de combater a vontade de fumar, como cortar hábitos que levem ao fumo, muitos fumantes combinam o hábito de fumar com alguma coisa coisa, como, por exemplo, o hábito de tomar café, ou puxando para a realidade dos moradores da Ilha de Paquetá, fumar antes de embarcar e ao sair da estação, ao chegar na ilha. Nesses casos a estratégia é substituir ou combinar um desses hábitos com outra coisa, para desassociar da necessidade do tabaco.

Setembro Amarelo

Card_SetembroAmarelo_Twitter2023 .jpg

Setembro Amarelo marca a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Durante todo o mês, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção para a importância de discutir e promover ações a respeito do suicídio.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), desde 2014, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil realiza essa campanha de conscientizar a sociedade e fomentar com informações relacionadas à prevenção do suicídio no país.

Nesse sentido, em sua nona edição, o tema é “Se precisar, peça ajuda!”. Vale ressaltar que a campanha é realizada durante todo o mês de setembro, mas o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é celebrado no dia 10/09 e endossado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a OMS, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo. Mas também informa que existem episódios subnotificados, o que pode chegar a mais de 1 milhão de casos. No Brasil, a estimativa é de 14 mil casos por ano, o que leva em média trinta e oito pessoas cometem suicídio por dia. Entre 2010 e 2019, o país registrou em torno de 112.230 mil mortes por suicídio.

Suicídio de trabalhadores

Embora a campanha não se concentre exclusivamente em trabalhadores e trabalhadoras, o ambiente de trabalho é um assunto importante para abordar a questão do tema e reduzir o estigma associado à saúde mental e promover soluções e apoio para aqueles que lutam contra pensamentos suicidas.

De acordo com especialistas, o suicídio de trabalhadores (as) e a saúde mental no ambiente de trabalho são preocupações importantes a serem discutidos. Observam ainda que o estresse no trabalho, pressão excessiva, assédio, carga de trabalho excessiva e falta de apoio emocional podem contribuir para problemas de saúde mental entre os trabalhadores e as trabalhadoras.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2019, 10,2% das pessoas com 18 anos ou mais receberam o diagnóstico de depressão. Estados do sul e sudeste têm 15,2% e 11,5%, respectivamente, de adultos com diagnóstico confirmado de depressão. Em seguida, o centro-oeste (10,4%), nordeste (6,9%) e norte (5%).

A Fundacentro, por sua vez, exerce um papel fundamental de pesquisa na área de segurança e saúde no trabalho – fomentando estudos que possibilitem a prevenção de doenças, acidentes e mortes nos ambientes de trabalho. A biblioteca da instituição disponibiliza uma série de conteúdos técnico-científicos em SST, acesse o acervo de forma gratuita e também da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional – RBSO.

Crescimento do suicídio

Os óbitos de trabalhadores (as) são, segundo estudos, desencadeados por adoecimento no trabalho. Essa manifestação trágica engloba uma série de fatores complexos e interligados, que podem incluir questões pessoais, ambientais e organizacionais. Em 2019, foram notificados 13 mil suicídios no país, sendo 12 mil casos em população de 14 a 65 anos. No entanto, 10 mil casos correspondem as pessoas em atividade de trabalho, sendo 77% dos suicídios ocorreram entre homens.

Ainda segundo estudos, os suicídios e tentativas de suicídio têm efeito dominó, os quais afetam diretamente o indivíduo e, consequentemente, as famílias, comunidades e sociedade.

Especialistas da área da saúde, principalmente os especialistas da Fundacentro, salientam a importância das empresas e empregadores adotarem medidas proativas para promover um ambiente de trabalho saudável e de apoio. Implementar programas e ações de bem-estar mental, a promoção de uma cultura de respeito, apoio e empatia com os (as) trabalhadores (as), sobretudo com aqueles que fazem tratamento contra depressão, ansiedade e outros.

“Segundo dados da Previdência Social, a terceira maior causa de afastamentos por auxílio-doença acidentário é de transtornos mentais, como a depressão, que pode ser um dos motivos, entre outras associações da ideação suicida”, afirma o diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro, Remígio Todeschini. “Situações de assédio moral também podem levar a transtornos mentais. É importante que a Cipa esteja atenta a qualquer tipo de assédio no trabalho”, completa.

Também é importante que a pessoa que estiver enfrentando problemas relacionados à saúde mental procure ajuda profissional.

Para as pessoas que querem e precisam conversar, o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, por meio do telefone: 188.

Fonte:
https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2023/setembro/setembro-amarelo-e-o-mes-dedicado-a-campanha-de-conscientizacao-sobre-a-prevencao-do-suicidio

Arraiá da Saúde

Agosto é mês de arraial? Para a saúde é sim! Na última quinta-feira, dia 22 de agosto, tivemos o nosso Arraiá da Saúde, aqui na Ilha de Paquetá, que aconteceu na Praça Pedro Bruno, em frente a estação das barcas, que contou com uma série de serviços, não apenas para população local, mas para todos que estivessem passando por ali.

A ação contou com a participação de diversos profissionais da UISMAV e também da FAETEC, que estiveram presentes para apoiar essa importante iniciativa e, também, aumentar a gama de serviços oferecidos nesse dia. Além dos já tradicionais atendimentos básicos de saúde, como aferição de pressão, teste de níveis de glicemia e vacinação, também tivemos massoterapia, corte de cabelo, reflexologia podal, manicure, num evento muito completo.


Para além desses importantes serviços e cuidados, ainda foi oferecido pequenas palestras sobre cuidados básicos de saúde. O apoio do grupo de saúde mental também se fez presente, com distribuição de folheto e orientações sobre prevenção de suicídios.

Promoção de Saúde na Escola

Escola também é um ambiente para se aprender sobre saúde. Ontem, dia 20 de agosto, a equipe de Saúde da Família foi até a Escola Municipal Joaquim Manoel de Macedo, para falar com as crianças de Paquetá um pouco sobre cuidados com a saúde.

Uma parte da Equipe Campo esteve presente com algumas turmas da Escola, foi feita uma breve palestra sobre cuidados de saúde e prevenção de pequenos acidentes em casa, tudo de maneira simples e descontraída, para o fácil entendimento dos pequenos. As crianças também participaram, fazendo perguntas e interagindo bastante com a equipe, o que ajudou a sanar dúvidas e os aproximar mais dos profissionais da saúde.

Além da palestra houve também avaliação e orientações de saúde bucal, a equipe de odontologia que esteve presente avaliou cuidadosamente as crianças e também fez breves orientação para manter a saúde bucal em dia.

Essa aproximação do serviço de atenção primária e a parceira com a Escola é muito importante, pois leva a promoção da saúde diretamente às nossas crianças, sem que haja necessidade de parar totalmente suas atividades escolares.

 

 

Reunião de HiperDia

Na manhã dessa quarta-feira, dia 14 de agosto, tivemos uma ótima reunião do grupo de HiperDia (Hipertensão e Diabetes), com a presença de médicos de ambas as equipes, Campo e Ponte, enfermeiras e alguns ACS (Agentes Comunitários de Saúde), que prestaram todo o apoio necessário.

Tivemos uma palestra sobre educação em alimentação e bons cuidados com os pés diabéticos, este último que é uma grande preocupação para os diabéticos. Mas além da palestra, tivemos aferição de  pressão, antropometria, análise de pé diabéticos e escuta ativa das demandas dos participantes.

Ficou pactuado a entrega de exames de laboratoriais e datas de consultas. E para Pacientes que estavam faltando preventivos, que não tinham disponibilidade no momento para fazer, agendamos retorno para consulta e coleta do colpocitologico.

 

Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol

As doenças cardiovasculares em decorrência do colesterol alto são a principal causa de mortes no mundo atualmente e custam a vida de 100 mil brasileiros por ano.

O colesterol é um composto químico do grupo dos álcoois. Tem a textura e a aparência de uma cera gordurosa. Apesar da péssima fama, o colesterol é essencial ao organismo, pois está presente na estrutura de todas as células, forma ácidos biliares que atuam na digestão e faz parte da composição dos hormônios e de algumas vitaminas, notadamente a vitamina D. Por ser insolúvel em meio aquoso, como nosso sangue, ele é transportado por lipoproteínas, que são medidas e expressas por sua densidade (relação entre massa e volume).

Composição e diferentes tipos de colesterol

O colesterol é só um, o que varia é seu meio de transporte. Seu transporte, bem como o destino, depende das lipoproteínas, que são conglomerados proteicos, gorduras e outras substâncias. Elas podem ser de alta ou de baixa densidade, dependendo da composição, e têm funções diferentes.

LDL colesterol: o colesterol contido nas chamadas lipoproteínas de baixa densidade é chamado de LDL (do inglês low density lipoprotein). O LDL leva o colesterol para as nossas células e, em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas que aumentam o risco de infarto e de derrame, processo conhecido como aterosclerose. Por isso, o LDL é conhecido como “mau colesterol” e seu nível deve ser mantido baixo.

HDL colesterol: quem tira o colesterol das células, para ser eliminado, são as lipoproteínas de alta densidade, ou HDL (do inglês high density lipoprotein). Ele ajuda a evitar o entupimento das artérias, sendo conhecido como “bom colesterol” e seu nível deve ser alto.

Grande parte da fabricação do colesterol acontece no fígado sendo, então, liberado na corrente sanguínea e distribuído para os tecidos, onde pode ser utilizado ou armazenado no tecido adiposo, a camada de gordura que temos abaixo da pele. As lipoproteínas de baixa densidade são capturadas por receptores no interior das células, e aí o colesterol livre é depositado. Já as partículas de HDL são formadas não só no fígado, mas também, no intestino e na circulação.

Níveis altos de colesterol LDL no sangue são um importante fator de risco para problemas no coração, entre eles, doenças das artérias que podem determinar a angina ou o infarto. Além disso, também estão relacionados a outros tipos de complicação como doenças da principal artéria do corpo – a aorta, além de demência e acidente vascular encefálico – o derrame cerebral. Por outro lado, níveis altos de colesterol HDL podem conferir algum grau de proteção para estas doenças.

Ter o colesterol alto não apresenta sintomas e a única forma de diagnosticá-lo é dosando seus níveis sanguíneos. Quanto mais cedo se dosa o colesterol na vida, maior a chance de se detectar a tendência genética de produzir mais colesterol do que o necessário.

Fatores de risco

História familiar: a presença de níveis elevados de gorduras no sangue pode ter origem genética e ser herdada dos pais para os filhos. É a chamada hipercolesterolemia familiar, condição que raramente pode ser tratada apenas com mudanças no estilo de vida. Vários genes já foram associados à esta condição.

Sedentarismo: a atividade física ajuda a “queimar” o colesterol ruim (LDL) e a aumentar o bom (HDL).

Dieta inadequada: excesso de gorduras e carboidratos, somado à quantidade insuficiente de fibras e alimentos antioxidantes, pode causar aumento do colesterol ruim. Uma vez diagnosticado, o tratamento do colesterol elevado deve ser imediatamente iniciado, com adoção de mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de medicamentos.

O tratamento adequado com medicação, associado à mudança do estilo de vida com atividade física e dieta, é fundamental nos casos de hipercolesterolemia.

Prevenção

A prevenção se faz através de um estilo de vida saudável, com consumo moderado de gorduras saturadas e atividade física regular. Porém, é preciso estar ciente de que, do colesterol sanguíneo que temos, somente 15% vem da alimentação; o restante é produzido especialmente pelo nosso fígado, e nesse caso, somente medicação consegue inibir sua produção e reduzir os valores no sangue. As melhores dietas reduzem somente 10% do colesterol sanguíneo.

Hábitos de vida saudável, ainda na infância e na adolescência, seriam a prevenção primordial. Após os 40 anos de idade, porém, se inicia o período de maior prevalência dos principais fatores de risco para a doença cardiovascular: o colesterol elevado, a hipertensão arterial e o diabetes, acrescidos pelo tabagismo, obesidade e sedentarismo; nas mulheres, a chegada da menopausa é também um fator de risco.

Para diminuir o colesterol ruim:

– praticar exercícios físicos;
– ter uma alimentação saudável;
– consultar um médico para avaliação, pois pode ser necessário tomar medicamentos para normalizar os níveis de colesterol LDL.

Para aumentar o colesterol bom:

– praticar exercícios físicos de alta intensidade;
– aumentar o consumo de abacate, nozes, soja, aveia, frutas e legumes;
– perder peso, se estiver acima do peso ideal, especialmente se tiver muita gordura abdominal.

https://bvsms.saude.gov.br/08-8-dia-nacional-de-prevencao-e-controle-do-colesterol-2/

Agosto Dourado: Mês do Aleitamento Materno

Anualmente, em âmbito global, a World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) coordena a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), entre os dias 1 e 7 de agosto.

O tema de 2024 “Amamentação: apoie em todas as situações” tem como intuito destacar as necessidades de aprimoramento do apoio à amamentação, com foco na redução de desigualdades e na prática da amamentação em tempos de crises. A escolha está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atuam como os principais promotores das campanhas de aleitamento materno, em alinhamento às diretrizes da comunidade internacional. Desde 2017, a SBP realiza o “Agosto Dourado”, ampliando as comemorações e ações em prol da amamentação para todo o mês de agosto, tendo em vista a ocorrência do Mês do Aleitamento Materno, instituído pela Lei nº 13.435/2017.

De acordo com a Lei, no decorrer do mês de agosto serão intensificadas ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno, como:

– Realização de palestras e eventos;
– Divulgação nas diversas mídias;
– Reuniões com a comunidade;
– Ações de divulgação em espaços públicos;
– Iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por ano, cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

A cor escolhida para campanha é o dourado, que significa o “padrão ouro de qualidade” do leite materno – o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. É nele que estão contidas todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e os nutrientes necessários para o saudável desenvolvimento dos bebês.

De acordo com a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Rossiclei Pinheiro, a amamentação é uma poderosa ferramenta para a construção de uma sociedade com mais saúde e bem-estar. Por isso, esforços devem ser feitos de modo a garantir que todos tenham a oportunidade de amamentar. “É essencial que ninguém seja deixado para trás, especialmente mães vulneráveis que necessitam de suporte adicional”, frisa.

Para a SMAM 2024, foram instituídos quatro objetivos principais:

– Informar as pessoas sobre as desigualdades existentes no apoio e prevalência da amamentação;
– Engajar indivíduos e organizações para aumentar a colaboração e o apoio ao aleitamento materno;
– Fomentar a promoção do aleitamento materno como instrumento de redução das lacunas e desigualdades sociais;
– Agir objetivamente para reduzir as desigualdades no apoio à amamentação, com foco em grupos vulneráveis.

Conforme frisa a dra. Rossiclei Pinheiro, para que as metas sejam alcançadas é fundamental que diferentes parceiros estejam mobilizados. Nesse sentido, a SMAM 2024 elenca como público-alvo e conclama à atuação: organizações da sociedade civil, governos, formuladores de políticas, sistemas de saúde, locais de trabalho, comunidades, pais e familiares no geral.

Os benefícios do aleitamento materno são muitos para o bebê e para a mãe. Para o bebê, traz proteção contra infecções respiratórias, diarreia; diminuição do risco de alergias, de hipertensão, diabetes, obesidade, hipercolesterolemia; ajuda do desenvolvimento cognitivo e da saúde bucal. Para a mãe, protege contra o câncer de mama e tem efeito contraceptivo. Outros benefícios são menores custos financeiros, promoção de vínculo afetivo entre mãe e filho e melhor qualidade de vida de ambos.

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional.

O aleitamento materno é uma das prioridades do Governo Federal. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses o bebê receba somente leite materno (aleitamento materno exclusivo), ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito da mãe, melhor para ele e para a mãe. Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família, mas não deve ser interrompida.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/amamentacao-apoie-em-todas-as-situacoes-mes-do-aleitamento-materno-no-brasil-e-semana-mundial-do-aleitamento-materno/

Dia Nacional da Saúde

No dia 5 de agosto, comemora-se o Dia Nacional da Saúde no Brasil. A data, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária e a ter um estilo de vida mais saudável, foi escolhida em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872.

Oswaldo Cruz foi um importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da febre amarela, peste bubônica e a varíola no Brasil. Além de ter fundado em 1900 o Instituto Soroterápico Federal, transformado em 1908 em Instituto Oswaldo Cruz.

Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1892, apresentando a tese de doutoramento “A vehiculação microbiana pelas águas”. Antes de concluir o curso, já publicara dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.

Oswaldo Cruz teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Para isso, adotou métodos como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores – mosquitos e ratos –, e a desinfecção das moradias em áreas de focos. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

Ao combater a febre amarela, na mesma época, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular.

Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou a rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, que durou uma semana, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Mesmo assim, em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a própria população procurou os postos de vacinação.

A luta contra as doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.

Com insuficiência renal, morreu em 11 de fevereiro de 1917, com apenas 44 anos.

O Dia Nacional da Saúde foi instituído pela Lei nº 5.352/1.967. As ações implementadas nesse dia visam despertar valores relacionados a saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças, pois está diretamente relacionada a presença de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população. Ser saudável depende de uma série de fatores físicos e mentais que devem fazer parte da rotina de todos, como uma boa alimentação, privilegiando alimentos frescos em detrimento de alimentos processados e ultra processados, ingestão suficiente de água, a prática de atividades físicas, lazer e descanso.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/05-8-dia-nacional-da-saude-e-dia-do-nascimento-de-oswaldo-cruz/

Dia Mundial de Luta Contra Hepatites Virais

As hepatites virais B e C afetam 325 milhões de pessoas no mundo, causando 1,4 milhão mortes por ano. É a segunda maior causa de morte entre as doenças infecciosas depois da tuberculose, e 9 vezes mais pessoas são infectadas com hepatite do que com o HIV. A hepatite é evitável, tratável e, no caso da hepatite C, curável. No entanto, mais de 80% das pessoas que vivem com hepatite carecem de serviços de prevenção, testagem e tratamento.

O Dia Mundial das Hepatites Virais foi criado em 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a Lei nº 13.802/2019, instituiu o Julho Amarelo, a ser realizado a cada ano em todo o território nacional, no mês de julho, quando são efetivadas ações relacionadas à luta contra as hepatites virais.

Para a campanha de 2019, a OMS invita a todos os países e parceiros a promover o tema: “Investir na eliminação da hepatite”, focando nos seguintes passos:

Conhecer – Evitar – Testar – Tratar – Eliminar a hepatite!

– Você está em risco? Seja testado! Testagem precoce significa tratamento precoce para prevenir doenças e salvar sua vida.
– Você está protegido? Hepatites B e C são evitáveis. A vacina contra hepatite B fornece proteção ao longo da vida. As hepatites B e C podem ser transmitidas por sexo, portanto, proteja-se usando preservativos.
– Seja forte: seja tratado ou curado de hepatite. Se você testou positivo, o tratamento deve ser iniciado sem demora.
– Vivendo com hepatite B? Algumas pessoas precisarão de tratamento e poderão se manter saudáveis com a terapia por toda a vida.
– Vivendo com hepatite C? O tratamento de 3 meses pode curar a infecção.

Hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. Hepatites podem ser silenciosas , nem sempre apresentando sintomas, mas, quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites, observe se você já se expôs a algumas dessas situações:

– condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E);
– se praticou sexo desprotegido ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D);
– da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B, C e D).

Obs.: no caso das hepatites B e C, é preciso um intervalo de 60 dias após a exposição ao vírus para que os anticorpos sejam detectados no exame de sangue.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/28-7-dia-mundial-de-luta-contra-hepatites-virais-investir-na-eliminacao-da-hepatite/