Vacinação na Praça

Todos os cuidados na prevenção da gripe, pensando nisso, foi colocado na manhã dessa sexta-feira, dia 15 de abril, foi colocado um posto de vacinação na Praça Pedro Bruno, em frente à estação das barcas.

O objetivo da ação era conseguir captar a parcela da população da ilha, que geralmente está fora da ilha durante o o período diurno, então nada melhor e mais fácil, do que conseguir vacinar essas pessoa na porta de entrada e saída da ilha.

A equipe de enfermeiros  também da Saúde da Família, está lá prestando apoio e atendendo a todos que desejassem se vacinar. Vale lembrar que a vacinação está liberada para todas as idades. Mesmo quem não conseguiu se vacinar na praça, pode procurar ir a UISMAV em qualquer dia.

 

Colegiado Gestor Abril

Na manhã desta quinta-feira, dia 04 e abril, tivemos a reunião do Colegiado Gestor, mas desta vez além da presença de representantes locais e profissionais da UISMAV, estiveram presentes membros da Vigilância e da FIOCRUZ, que falam de um novo plano de prevenção ao Aedes Aegypi, que é a inserção no ambiente do mosquito com a Wolbachia, que auxiliará no combate à dengue, zika e a chikungunya.


A breve reunião começou explicando como foi o estudo feito com esse novo tipo de mosquito, como será o plano inserção dele na ilha e alguns dados sobre sua eficácia no ambiente, impedindo a proliferação dos mosquitos com a capacidade de transmitir a dengue, como um estudo feito em Niterói, onde a diminuição dos casos de dengue chegou a 70%.

Foi apresentado, também as larvas no mosquito, bem como os baldinhos, onde eles ficaram, o plano é distribuir os baldes em locais altos, preferencialmente em árvores e em local com maior concentração de pessoas. Os baldinhos serão trocadas semanalmente, inicialmente todas as quintas-feiras. A expectativa é que os primeiros resultados sejam observados já no próximo ano.

Conheça o Método Wolbachia

O Método Wolbachia consiste na liberação de Aedes aegypti com Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais estabelecendo, aos poucos, uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia. Não há qualquer modificação genética no Método Wolbachia do WMP, nem no mosquito nem na Wolbachia.

A Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 50% dos insetos, inclusive em alguns mosquitos. No entanto, não é encontrada naturalmente no Aedes aegypti. Quando presente neste mosquito, a Wolbachia impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças.

Com o tempo, a porcentagem de mosquitos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça estável sem a necessidade de novas liberações. Este efeito torna o método autossustentável e uma intervenção acessível a longo prazo.

O Método Wolbachia é ambientalmente amigável. Nossos experimentos em laboratório identificaram que a Wolbachia, que é intracelular, não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos. Somado a isto, já temos a Wolbachia presente naturalmente em outras espécies de artrópodes. Ou seja, ao estabelecermos uma população de Aedes aegypti com Wolbachia, não haverá alteração significativa nos sistemas ecológicos.

Três avaliações de risco independentes foram realizadas e apresentaram uma classificação de risco global “insignificante” (a mais baixa possível) para a liberação de mosquitos com Wolbachia.

Fonte: https://www.worldmosquitoprogram.org/sobre-o-metodo-wolbachia

 

Dia Mundial da Conscientização Sobre Autismo

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi estabelecido em 2007 pelas Nações Unidas e, desde então, vem sendo celebrado como forma de aumentar a conscientização relacionada a todos os aspectos do transtorno do espectro do autismo (TEA).

Pessoas autistas enfrentam discriminação e barreiras em todos os setores da sociedade – nos sistemas de saúde e de assistência social, na educação, no emprego e em vários outros. É crucial que indivíduos com autismo, suas famílias e seus cuidadores, possam ter acesso a informações personalizadas, orientação e apoio para superar esses obstáculos, bem como oportunidades para explorar os seus interesses, desenvolver competências e construir amizades para uma vida plena, em que as diferenças sejam valorizadas, a compreensão seja promovida a fim de que o mundo possa tornar-se um lugar mais inclusivo para todos os que vivem com o transtorno.

“Cor”, tema da campanha 2024, busca derrubar o estereótipo de que indivíduos autistas levam vidas restritas e desprovidas de dinamismo!

Representando mistério e complexidade, em 1999 foi adotada a fita com peças de quebra-cabeça coloridas como sinal universal de conscientização sobre o autismo. As diferentes cores representam a diversidade de pessoas e famílias que convivem com o TEA e as cores fortes representam a esperança em relação aos tratamentos e ao acolhimento dessas pessoas pela sociedade em geral. A marca é muito utilizada para identificar locais onde pessoas com TEA são bem-vindas.

O Transtorno do Espectro do Autismo é uma condição que afeta a forma como as pessoas se comportam e se comunicam. A palavra “Autismo” apareceu pela primeira vez em 1911, quando um médico a usou para descrever certos sintomas. Na década de 1940, dois médicos, Dr. Leo Kanner e Hans Asperger, ajudaram a entendê-lo melhor.

O autismo é uma condição de saúde caracterizada por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal; entretanto, terapias adequadas a cada caso podem auxiliar essas pessoas a melhorar sua relação com o mundo.

Comumente, aparece na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, se manifesta nos primeiros 5 anos de vida.

Sintomas:

De acordo com o quadro clínico, os sintomas podem ser divididos em 3 grupos:

– Ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
– O paciente é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
– Domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite ter uma vida próxima do normal.

Tratamento:

Mesmo sendo um transtorno crônico, o autismo conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar. Envolvem a intervenção de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, além da imprescindível orientação aos pais ou cuidadores. É altamente recomendado que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção personalizado, pois nenhuma pessoa com autismo é igual a outra.

No Brasil, ainda não há estudos sobre a prevalência do TEA na população, mas segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País pode ter mais de 2 milhões de pessoas com autismo.

Em 2012, a Lei nº 12.764/2012, instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, estabelecendo diretrizes para sua consecução e definindo que indivíduos com TEA são considerados pessoas com deficiência para todos os efeitos legais.

O Sistema Único de Saúde (SUS) presta apoio e assistência aos pacientes com essa condição por meio da Atenção Especializada da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Os 263 Centros Especializados em Reabilitação (CER) são pontos de atenção ambulatorial especializada em reabilitação, responsáveis por diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologias ade apoio.

Em 2021, o Ministério da Saúde lançou a Linha de Cuidado para Crianças com Transtorno do Espectro Autista, com o objetivo de organizar os fluxos de cuidados e atenção, orientando sobre promoção, inclusão, tratamento, reabilitação de diferentes níveis de assistência, sistematizando a rede de atenção à pessoa com TEA e favorecendo ações de detecção precoce.

Dia Mundial da Conscientização Sobre a Epilepsia

O dia 26 de março é “Dia Roxo”, Purple Day, é um esforço internacional dedicado a aumentar a consciência sobre a epilepsia em todo o mundo. Em 26 de março, anualmente, as pessoas em países de todo o mundo estão convidadas a se vestir de roxo nos eventos em prol da consciência da epilepsia.

Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.

Epilepsias | Dr. Alan Chester | Neurologia Geral

Sintomas:

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

GSK Viver mais

Causas:

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abuso de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia.

Fonte:
https://bvsms.saude.gov.br/26-3-dia-roxo-dia-mundial-de-conscientizacao-sobre-a-epilepsia/

Reunião Geral

Na última segunda-feira, dia 18 de março, diversos profissionais da UISMAV, forma reunidos no auditório da unidade pela diretora Monica, para uma reunião geral, o objetivo era mostra rum balanço de tudo o que foi feito no último ano de atividade.

A apresentação foi breve, mostrando um resumo das principais atividades realizadas pela unidade, bem como algumas mudanças que foram feitas e algumas conquistas, como a certificação da sala de vacina, a inauguração do consultório verde e a ampliação das práticas integrativas, implantação da Classificação de Risco e do prontuário eletrônico na emergência.

Também foi mostrado o planejamento para este ano de 2024, como o retorno os grupos de atendimento para crianças com necessidades ocultas, retorno de grupos de tabagismo, hiperdia, gestantes e outros, além claro do reforço nas atividades fora da unidade.

A reunião também serviu para marcar 1 ano da diretora Monica na unidade, mas também a sua despedida, que acontecerá na próxima quarta-feira. Monica Aguilar deixará a unidade, mas o legado de seu trabalho, neste 1 ano de atividade, ficará para sempre.

  

Dia de Odonto na Escola

A manhã a terça-feira, dia 12 de fevereiro, foi marcada para a turma do Maternal 2, da Escola Municipal Joaquim Manoel de Macedo, com uma visita da equipe de odontologia, que levou para as crianças muita informação de forma lúdica.

Os cuidados com a saúde bucal tem de começar desde bem cedo, levar esse ensinamento para crianças tão pequenas, a média de idade da turma é de 2 anos, pode parecer um desafio, mas a Dra. Shirley, junto da Auxiliar Mônica e do ACS Leonardo, conseguiram de maneira bem leve e divertida, não apenas avaliar os pequenos, mas também ensiná-los como escovar os dentinhos.

Houve também distribuição de kits, contendo creme dental, escova e fio dental, para que nossas crianças possam cuidar de seus dentes da melhor maneira.

Março Lilás – Mês da Conscientização e Combate ao Câncer do Colo do Útero

Em março temos a campanha do Março Lilás, que é o mês da conscientização e combate ao câncer do colo do útero. O câncer do colo do útero (CCU), também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção genital persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV (chamados de tipos oncogênicos).

Esse vírus é sexualmente transmissível, muito frequente na população e seria evitável o contágio com o uso de preservativos. Na maioria das vezes a infecção não causa doença, mas em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir ao longo dos anos para o câncer. A presença do vírus e de lesões pré cancerosas são identificadas no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica do exame preventivo. As vacinas contra o HPV são também muito importantes para prevenir infecções por estes vírus e, portanto, prevenir o desenvolvimento deste câncer. Outros fatores de risco para o desenvolvimento deste câncer são o tabagismo e a baixa imunidade.

Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, o CCU é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás do câncer de mama e do colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

O que aumenta o risco?

Início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros.
Tabagismo (a doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros fumados).
Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

Como prevenir?

A prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão da infecção ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões (desgaste por atrito ou fricção) microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

Vacinação contra o HPV

O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. A partir de 2017, o Ministério estendeu a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Essa vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

A vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV. Para mulheres com imunossupressão (diminuição de resposta imunológica), vivendo com HIV/Aids, transplantadas e portadoras de cânceres, a vacina é indicada até 45 anos de idade.

Sinais e sintomas:

O câncer do colo do útero é uma doença de desenvolvimento lento, que pode não apresentar sintomas em fase inicial. Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente (que vai e volta) ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal, dor durante a relação sexual, dor abdominal e queixas urinárias ou intestinais.

Colegiado Gestor 2024

Na manhã de ontem, quarta-feira, ia 28 de fevereiro, tivemos a primeira reunião do Colegiado Gestor de 2024, o evento contou com grande participação da comunidade, com representantes da associação de moradores local e, também, com representantes da associação dos pescadores, além de claro, moradores e profissionais da UISMAV.

Após uma breve apresentação da equipe que estava presente, a diretora Mônica mostrou a pauta da reunião, que abordou a atual situação da equipe médica da Saúde da Família, o retorno dos projetos de Psicomotricidade, ComunicAÇÃO e Arteterapia, que atendia crianças com possíveis necessidades especiais, vacinação infantil contra a dengue e os aumentos nos casos de dengue.

O primeiro tópico abordado foi sobre a vacância médica, pois a parir da próxima semana, a unidade ficará 15 dias sem médicos no atendimento da Saúda da Família, mas continuará com atendimentos normais na parte emergencial. Em relação a vacinação contra a dengue, ela já começou, no momento o foco são crianças entre 10 e 11 anos, a cobertura irá aumentar gradativamente ao longo do ano.

Na cobertura da vigilância dos aumentos nos casos de dengue, foi dito como as ações já são feitas, mas houve também um reforço sobre os cuidados que as pessoas podem e devem ter em suas próprias casas e vizinhanças, notificando os órgãos responsáveis, em caso de focos de larvas, mas também sem deixar de ficarem atentos para suas próprias residências.


Uma breve rodada para esclarecimento de dúvidas foi feita, mas que logo deu lugar a questionamentos livres, que estivessem ou não na pauta, nesse momento tanto representantes das associações, quanto outros moradores da ilha, apresentaram suas questões, que foram prontamente respondidas.

  

Reunião de Planejamento da Vigilância

Na manhã desta quarta-feira, dia 21 de fevereiro, tivemos uma importante reunião da vigilância em saúde, com representantes da CAP, para traçar estratégias de para melhorar o monitoramento e atendimento a população.

Com o verão e o aumento expressivos nos casos de dengue, a busca da população pelos serviços de saúde aumentam e, também, o aumento nos números de denuncias de focos de larvas de mosquito. Como a Ilha de Paquetá possui muitas peculiaridades, seja por sua geografia, ou a grande quantidade de casas de veraneio com piscinas. que ficam semanas, às vezes até meses vazias, é importante planejar como a atuação dos agentes será feita nesses e em outros casos.

Tão importante quanto o trabalho dos profissionais em combater focos, a população tem um papel fundamental nessa ação, seja alertando sobre focos que possam encontrar em terrenos baldios, ou em casas vizinhas, mas também mantendo atenção para possíveis focos dentro de suas próprias casas.

   

Fevereiro Roxo

A campanha Fevereiro Roxo busca sensibilizar sobre a importância dos exames preventivos e diagnósticos de três doenças incuráveis: lúpus, alzheimer e fibromialgia. No entanto, a conscientização e o tratamento adequado oferecem aos portadores a oportunidade de buscar uma melhor qualidade de vida. Iniciada em 2014, em Minas Gerais, com o lema “Se não houver cura, que ao menos haja conforto”, a campanha expandiu-se por todo o Brasil.

“Eu acho que todo marketing que pode ser feito em cima de doenças tão relevantes para nossa sociedade e que muitas vezes são pouco conhecidas é muito importante. Assim como qualquer doença, tudo aquilo que não está indo bem com você são dados de alerta para prestar atenção no seu corpo”, afirma o reumatologista dr. Jaime Goldzveig.

O Lúpus é uma doença inflamatória e autoimune que afeta múltiplos órgãos e tecidos, apresentando sintomas como febre, fadiga, rigidez muscular, inchaço, dores em articulações e lesões na pele agravadas pela exposição solar. Sobre a forma de tratamento, Goldzveig explica que a doença “tem que ter uma ação fundamentalmente do reumatologista, não basta somente terapias periféricas como as atividades físicas, que lógico que é importante, mas no lúpus é necessário entrar com a estratégia de terapia medicamentosa de ação mais rápida, como corticoides”.

Outra doença que integra a campanha, a fibromialgia afeta principalmente mulheres de 30 a 60 anos, causando dor generalizada, fadiga, dificuldades cognitivas, insônia e até depressão. Conviver com o diagnóstico é desafiador, mas possível com o suporte adequado. Conforme dados da SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia), a condição acomete 3% da população brasileira.

“A fibromialgia também é dor, né? O que faz o paciente chegar no reumatologista é dor, uma dor crônica. O paciente não tem uma queda do estado geral, via de regra na fase inicial. A fibromialgia é um quadro que você faz o diagnóstico de acordo com os meses. Pela forma que se instala, você tem que observar a evolução. Muitas vezes na fase inicial os sintomas são muito confusos e difusos, então somos obrigados a fazer um diagnóstico diferencial das que tem sintomas similares em sua fase inicial. A fibromialgia até hoje não tem um diagnóstico laboratorial e nem de imagem”, comenta o médico.

Já o alzheimer é uma doença degenerativa com sintomas como falta de coerência na fala e perda de memória. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), afeta aproximadamente 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo, número que o órgão estima que deve dobrar até 2030. No país, a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) revela que 1,2 milhão de brasileiros sofrem com a doença.

Fonte:
https://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/fevereiro-roxo-busca-conscientizar-sobre-lupus-alzheimer-e-fibromialgia/