Dia Nacional da Imunização


A vacinação é uma forma de proteção individual e coletiva da população. Nesta segunda-feira (9/6) é marcado como o Dia Nacional da Imunização, a data é uma iniciativa de promoção e incentivo à vacinação contra doenças imunopreveníveis, ou seja, capazes de serem evitadas pelas vacinas. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vem investindo em diversas estratégias para recuperar e ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes, além de também estimular a imunização de adolescentes e adultos, levando as vacinas a locais de grande circulação de pessoas. Como resultado desses esforços, as boas práticas que ajudaram alavancar a cobertura vacinal foram reconhecidas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e, na vacinação de adultos, o município alcançou a marca de mais de 1,6 milhão de pessoas vacinadas com a influenza.

Ao todo, são 18 vacinas de rotina ofertadas nas unidades básicas de saúde de forma permanente, durante todo ano nos pontos de vacinação distribuídos pela cidade. Os imunizantes estimulam a defesa do organismo a identificar e se proteger de vírus ou bactérias, com o objetivo de evitar mortes e erradicar doenças. É o método mais eficaz para prevenir complicações, internações e mortes decorrentes das infecções mais severas causadas pelos vírus em grupos mais suscetíveis. Devido à aproximação do inverno, é importante atualizar a caderneta de vacinação com os imunizantes da temporada: contra a covid-19, influenza, febre amarela e sarampo.

Em 2024, a cidade do Rio de Janeiro alcançou a maior taxa de cobertura vacinal em crianças dos últimos seis anos, revertendo a tendência de queda dos anos anteriores. A recuperação das coberturas vacinais é resultado de uma série de iniciativas da SMS, premiadas pelo Ministério da Saúde. Entre as ações, destaca-se o GeoVacina Rio, ferramenta virtual de georreferenciamento para busca ativa das crianças cadastradas em alguma unidade de saúde. Além disso, a SMS promove o Programa Vacina na Escola, que leva a imunização para unidades de ensino. Com isso, a cidade conseguiu uma cobertura de 94,7% na vacina pentavalente. O município se destacou no ano passado, sendo a segunda capital brasileira com maior cobertura para poliomielite, atingindo mais de 90%, uma melhora significativa em relação a anos anteriores.

– A vacinação é o método mais eficaz de prevenção de doenças, e o SUS tem um dos maiores e mais completos programas de imunizações do mundo. No município do Rio, estamos em andamentos com as campanhas de vacinação contra a gripe, a covid e o sarampo. Somos uma cidade campeã em imunização e o carioca está de parabéns por vir sempre às unidades de saúde tomar suas vacinas. Ao se vacinar, ao vacinar seus filhos, a pessoa está protegendo a criança, a si mesmo e a todos ao seu redor – ressaltou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

No último dia 2 de junho, o município do Rio ampliou a vacinação contra a variante JN.1 da covid-19 para idosos com 70 anos ou mais. A vacina é segura, eficaz contra a variante em circulação e ajuda a reduzir o risco de internação e mortalidade pela doença. Este é o segundo grupo etário liberado para tomar o imunizante. Outras faixas etárias serão contempladas de maneira escalonada, conforme o cronograma de envio de doses pelo Ministério da Saúde.

Além disso, a campanha da gripe também está em curso, devido à sazonalidade da doença, o imunizante está disponível para a população a partir dos seis meses de idade. Em relação ao sarampo e à febre amarela, há casos recentes em cidades e estados vizinhos e as vacinas estão disponíveis para quem nunca tenha tomado ou que atendam a outras condições que serão avaliadas pelo profissional de saúde.

A SMS também está disponibilizando durante todas as semanas pontos extras de vacinação espalhados pela cidade, facilitando o acesso do carioca à imunização. Nesta segunda-feira, serão disponibilizados pontos extras de vacinação contra a influenza e o sarampo no Saara, que funcionarão de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; na estação Carioca, de segunda a quarta-feira, das 8h30 às 16h; e no Terminal Gentileza, também de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Para se vacinar é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. Em caso de dúvidas, a pessoa pode procurar uma unidade de saúde para as devidas avaliações e orientações.

No Rio, a imunização é realizada nas 240 unidades de saúde da Atenção Primária (centros municipais de saúde e clínicas da família) e no Super Centro Carioca de Vacinação, unidades Botafogo (funcionamento de domingo a domingo, das 8h às 22h) e Campo Grande, que está localizado no ParkShoppingCampoGrande (funcionamento de domingo a domingo, de acordo com o horário do centro comercial).

Fonte:
https://prefeitura.rio/saude/dia-nacional-da-imunizacao-reforca-a-importancia-das-vacinas/

Dia Nacional do Teste do Pezinho

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A triagem neonatal biológica, mais conhecida como “Teste do Pezinho”, é um direito de todos os recém-nascidos vivos, assegurada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela deve ser realizada em todo território nacional e é um dever do Estado prover o acesso a esse exame. A partir dele, é possível detectar, em tempo oportuno, uma série de doenças genéticas e metabólicas que podem comprometer o desenvolvimento e a qualidade de vida de bebês recém-nascidos.

Por isso, entenda o que é o exame e a importância dessa iniciativa para a saúde do bebê.

O que é

A Triagem Neonatal Biológica é iniciada com a coleta do sangue do calcanhar do bebê, por isso o nome “Teste do Pezinho”, em papel-filtro, para a realização dos exames. É importante entender que a coleta é só o começo dessa triagem. Os exames realizados após a coleta são capazes de suspeitar qual recém-nascido pode ter uma das doenças triadas e a partir de então iniciar o tratamento o mais rápido possível. A família deve buscar o resultado, pois, esta é a garantia de que o exame foi realizado.

A Triagem Neonatal tem função de prevenção de alterações no desenvolvimento físico e mental do recém-nascido, podendo evitar deficiência mental, além de outros agravos à saúde do bebê e óbito precoce.

Importante! A recomendação do Ministério da Saúde é que a coleta da primeira amostra seja feita a partir de 48 horas após o parto até o 5º dia de vida do bebê, devido às especificidades das doenças diagnosticadas atualmente e para garantir tratamento o mais rápido possível.

Na maioria dos estados brasileiros, a coleta do sangue acontece nas unidades de Atenção Primária. Em alguns estados esta coleta também é realizada em maternidades, casas de parto, comunidades indígenas e quilombolas, entre outros locais. Este material deve ser enviado com urgência para o Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) do seu estado.

Doenças

A partir do Teste do Pezinho, o Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo as orientações do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), faz a triagem das seguintes doenças:

  • Fenilcetonúria;
  • Hipotireoidismo Congênito;
  • Fibrose Cística;
  • Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias;
  • Hiperplasia Adrenal Congênita;
  • Deficiência de Biotinidase;
  • Toxoplasmose Congênita.

Busca Ativa

Os recém-nascidos com resultado alterado no Teste do Pezinho, ou seja, fora dos valores de referência, são reconvocados para realizarem exames confirmatórios, por meio de Busca Ativa.

Esta ação funciona assim: a equipe do serviço de referência em triagem neonatal entra em contato com os pontos de coleta para localização imediata do recém-nascido com suspeita e, assim, trazer a criança em tempo hábil para a confirmação do diagnóstico e início do tratamento dos casos confirmados. A busca ativa torna possível a prevenção das complicações decorrentes das doenças detectadas.

Proteção

O Teste do Pezinho é realizado por profissionais qualificados e o processo de coleta é seguro para a criança. Os pais e responsáveis precisam estar esclarecidos sobre a importância da realização do Teste do Pezinho, pois, esta iniciativa visa prevenir as crianças de possíveis complicações relacionadas às doenças detectadas no Teste do Pezinho.

Lembre-se sempre: recém-nascidos, bebês e crianças precisam de cuidados e não podem tomar decisões sozinhos. É muito importante que a família e responsáveis levem seus bebês para realizar o Teste do Pezinho, busquem o resultado e tomem as devidas providências em caso de diagnóstico confirmado, isso é uma forma de proteção às crianças.

O SUS garante o serviço e o atendimento com uma equipe multidisciplinar preparada para atender a família e a criança e sanar todas as dúvidas.

Não caia em Fake News

Quando se trata de saúde, é muito importante procurar informação confiável e oficial. Não acredite em conteúdos sensacionalistas que querem desacreditar procedimentos comprovadamente seguros e eficazes que protegem a saúde dos recém-nascidos.

Fonte:
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2025/junho/teste-do-pezinho-protecao-para-recem-nascidos

Grupo de HiperDia Junho

Para abrir as atividades do mês de junho, nada melhor do que uma ação para cuidar bem dos nossos moradores, então, na manhã desta quinta-feira, dia 05 de junho, tivemos a reunião do nosso tradicional Grupo de Hipertensão e Diabetes, promovendo cuidados e prevenção.

Com auditório lotado, a reunião foi ministrada pela enfermeira Cristiane, da Equipe Campo, Silvana, nossa farmacêutica e, como sempre, contado com o apoio das ACS (Agentes Comunitários de Saúde). O foco desta reunião foi na parte da alimentação e todos os cuidados em volta dela, quais alimentos são indicados ou não, quais podem auxiliar nos tratamentos e quais são prejudiciais.

Treinamento de Prevenção de Incêndios

Na última sexta-feira, dia 16 de maio, tivemos um importante treinamento para Prevenção de Incêndios. A exemplo do ano passado, onde tivemos o mesmo treinamento, o desse ano serviu como uma reciclagem, mas também retomando todo o conteúdo, como se fosse algo inédito.

Foram abordados diversos aspectos, entre os principais, os três tipos de extintores e suas características como gatilho, alça de transporte, lacre, selo do INMETRO, em quais ocasiões eles devem ou não ser utilizados, correto manuseio, chamando a atenção também para o anel colorido que se encontra na parte superior, que indica o ano em que foi recarregado, sendo que a última recarga não pode ultrapassar 1 ano.

 

Saúde Bucal na Escola

Na manhã desta sexta-feira, dia 16 de maio, foi a vez dos alunos da Escola Municipal Joaquim Manoel de Macedo receberem a visita da equipe de Saúde Bucal, que contou com a presença da Dra. Shirley, a ASB (Auxiliar de Saúde Bucal) Mônica e do ACS (Agente Comunitário de Saúde) Leonardo.

O encontro com as crianças foi feito num tom leve e descontraído, com orientações gerais sobre escovação, uso do fio-dental e a importância de seu uso constante, tudo feito com uma linguagem acessível que prendeu a atenção das crianças. Houve também distribuição de kits de higiene bucal, o que deixou as crianças muito felizes.

Dia Internacional da Enfermagem

Hoje, dia 12 de maio, é o Dia Internacional da Enfermagem, fica aqui nossa homenagem a esses importantíssimos profissionais que fazem a diferença, atuando em diferentes áreas, sempre com muita atenção, carinho e muita dedicação.

O Dia Internacional da Enfermagem homenageia Florence Nightingale, nascida em 12/5/1820. Enfermeira pioneira no tratamento a feridos de guerra, sua obra revolucionária e avançada para a época, teve profundo impacto na saúde e na reorganização dos serviços de saúde em nível mundial, sendo considerada um marco na profissionalização da enfermagem moderna.

No Brasil, além do Dia da Enfermagem, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, instituída em meados dos anos 40, em homenagem a Florence Nigthingale e a Ana Néri, enfermeira brasileira nascida em 13/12/1814. Colocou-se à disposição do exército brasileiro para ir à guerra do Paraguai como auxiliar do corpo de saúde, sendo considerada a primeira enfermeira voluntária do Brasil.

A profissão tem origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência a quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficientes. Há séculos, a enfermagem vem formando profissionais em todo o mundo, comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano.

Os profissionais de enfermagem utilizam a ciência, a arte, a estética e a ética no processo de promoção, manutenção e recuperação da saúde, por meio de ações de cuidado destinadas a ajudar as pessoas a viverem mais saudáveis e, quando preciso, a superarem os efeitos da doença como um fenômeno social, existencial, cultural e transitório. Atuam, ainda, na gestão dos serviços de saúde, na coordenação das atividades dos técnicos e auxiliares de enfermagem, na docência e na pesquisa acadêmica.

Grupo de Hiperdia


Na última quinta-feira, dia 8 de maio, tivemos mais uma reunião do Grupo de Hipertensão e Diabetes, com a parceria de sempre entre a Saúde da Família e o Consultório Verde, contando com a presença e apoio da enfermeira Cristiane, da Equipe Ponte, Claudia e Silvana do Consultório Verde e os ACS (Agente Comunitário de Saúde) Carolina e Leonardo.

Diferente de outras reuniões, essa teve uma adesão muito maior, contando quase com a loação máxima do auditório. Houve uma rodada de orientações gerais, tempo aberto para que os participantes debatessem e compartilhassem suas experiências, sessão de aurículo terapia, pesagem e testes de glicemia.

 

Dia Nacional da Conscientização sobre a Doença de Fabry

28 de abril foi instituído como o “Dia Nacional da Conscientização sobre a Doença de Fabry” por meio da Lei nº 14.840/2024.

A criação da data comemorativa em saúde visa à realização de ações do poder público em parceria com entidades médicas, universidades, associações e sociedade civil, na forma de eventos, palestras de esclarecimento e treinamentos sobre sinais e sintomas da doença de Fabry, de modo a ampliar o conhecimento sobre essa doença e antecipar o seu diagnóstico, assim como na forma de debates sobre os impactos gerados na vida de pacientes e familiares, a fim de dar visibilidade à doença para a sociedade.

No Brasil, foram registrados cerca de 250 casos da doença. Em todo o mundo, esse número sobe para 25 mil pessoas.

A Doença de Fabry (DF) ou Doença de Anderson Fabry é a glicoesfingolipidose – uma condição genética rara que afeta a capacidade do organismo de quebrar as gorduras chamadas glicoesfingolipídios.

Causas:

A doença de Fabry é provocada por uma mutação genética que reduz a produção da enzima que quebra os glicoesfingolipídios. Essa alteração está presente desde o nascimento, sendo detectada em testes genéticos ou exames de sangue que avaliam a quantidade das enzimas responsáveis por quebrar esses elementos. Exames de triagem neonatal, como o teste do pezinho, também podem identificá-la.

Sintomas:

Os primeiros sintomas surgem durante a infância, incluindo dor neuropática crônica e crises de dor episódica intensa. De início precoce e que geralmente permanecem presentes durante a idade adulta, as alterações gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia, náuseas e vômitos, são sintomas que podem levar à anorexia. Outras manifestações incluem dor, manchas na pele, dificuldade de transpirar, problemas de visão e audição. Com o tempo, o acúmulo das gorduras decorrente da DF pode levar a problemas cardiovasculares, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e falência renal.

Tratamento:

A doença de Fabry não tem cura. Seu tratamento busca administrar os sintomas e repor continuamente as enzimas responsáveis por quebrar os glicoesfingolipídios, que estão em falta. Indivíduos com DF devem ser acompanhados por equipe multidisciplinar de acordo com suas necessidades.

Prevenção:

Por tratar-se de uma condição geneticamente determinada, não é possível evitar o seu desenvolvimento.

O Ministério da Saúde (MS), além de instituir a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras (PNAIPDR), por meio da Portaria/MS nº 1999/2014, atua na incorporação de novas tecnologias e medicamentos e na estruturação de linhas de cuidado.

Para efeitos de organização e credenciamento de serviços, a PNAIPDR foi dividida em dois eixos:

1. Doenças raras de origem genética:

– Anomalias Congênitas ou de Manifestação Tardia;
– Deficiência Intelectual;
– Erros Inatos do Metabolismo.

2. Doenças raras de origem não genética:

– Infecciosas;
– Inflamatórias;
– Autoimunes;
– Outras Doenças Raras de Origem não Genética.

Dia Mundial da Hemofilia

O Dia Mundial da Hemofilia, comemorado em 17 de abril, anualmente, desde 1989, homenageia o nascimento de Frank Schnabel, fundador da World Federation of Hemophilia (WFH). A data objetiva aumentar a conscientização e a compreensão sobre a hemofilia e outros distúrbios hemorrágicos.

O tema da campanha de 2025: “Acesso para todos: mulheres e meninas também sangram” é um chamado à ação para que governos e profissionais de saúde em todo o mundo fechem as lacunas no atendimento a mulheres e meninas com distúrbios hemorrágicos.

Elas frequentemente enfrentam diagnósticos tardios, acesso limitado ao tratamento e falta de compreensão sobre suas necessidades específicas. Trabalhando juntos, é possível desafiar essas desigualdades e garantir o acesso a cuidados abrangentes para os que vivem com distúrbios hemorrágicos. Por meio de esforços globais de conscientização pode-se quebrar o estigma, melhorar a educação e promover melhores resultados para todos.

Descrição: Estrutura de DNA colorida à esquerda e glóbulos vermelhos à direita. Texto em destaque:
Em 2024, o Brasil registrou 14.202 pessoas com hemofilia

A maioria dos casos é de hemofilia A (11.863 pacientes), enquanto a hemofilia B é mais rara (2.339 pacientes)

Logos do SUS, Ministério da Saúde e Governo Federal na base.

De acordo com a Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia (ABRAPHEM), no Brasil, mais de 24 mil pessoas convivem com a condição e outros distúrbios hemorrágicos hereditários, enfrentando desafios diários que vão desde o acesso ao tratamento até a inclusão social.

A hemofilia é uma doença genética que afeta a coagulação do sangue. A quase totalidade dos casos é de origem congênita, pois as pessoas já nascem com a alteração que causa a provoca, mas há exceções em que a condição é adquirida.

Em 70% dos casos, a mutação genética causadora da hemofilia já está presente na família e é transmitida pelas mães portadoras aos filhos. Nos outros 30%, a doença surge numa família sem histórico da doença, sendo causada por uma nova mutação genética.

A hemofilia, portanto, acontece quando uma pessoa nasce com deficiência na atividade de um dos fatores responsáveis pela coagulação do sangue. A deficiência na atividade do Fator VIII configura a Hemofilia A, e a deficiência na atividade do Fator IX configura a Hemofilia B.

A principal característica da doença é o fato de as pessoas afetadas apresentarem sangramentos que demoram muito mais tempo para serem controlados, pois o organismo não tem condições de produzir adequadamente o coágulo responsável por estancá-los.

Descrição: Fundo claro com células vermelhas flutuando e estrutura de DNA em vermelho e amarelo à direita. À esquerda, parte da profissional da saúde. Texto em destaque:
HEMOFILIA

É uma condição genética rara que afeta a coagulação do sangue e ocorre pela deficiência nos fatores que ajudam a formar o “curativo” natural do corpo

Existem dois tipos de hemofilia:
Hemofilia A: deficiência no Fator VIII
Hemofilia B: deficiência no Fator IX

Logos do SUS, Ministério da Saúde e Governo Federal na base.

As hemofilias A e B apresentam os mesmos sintomas e são classificadas em:

– Grave: quando a atividade do Fator VIII ou IX é menor que 1%;
– Moderada: quando a atividade do Fator VIII ou IX está entre 2 e 5%;
– Leve: quando a atividade do Fator VIII ou IX está entre 5 e 40%.

Principais sintomas:

Sangramentos prolongados, externos ou internos, podendo ocorrer sob a pele e provocar manchas roxas ou equimoses; nos músculos, com hematomas musculares; nas articulações, com hemartroses ou em órgãos internos.

Dores e inchaço nas articulações ou nos músculos, acompanhados de perda da mobilidade do membro acometido, podem também ser sinais de sangramentos provocados pela hemofilia e, muitas vezes, são os primeiros sintomas que uma criança com a condição apresenta quando tem um sangramento.

Em geral, 90% dos sangramentos ocorrem no sistema músculo esquelético, sendo 80% destes nas articulações e 20% nos músculos. Somente 10% ocorrem em outras regiões como sistema nervoso central ou outros órgãos.

As articulações mais comumente afetadas são tornozelos, joelhos e cotovelos. Mas também podem ocorrer sangramentos no quadril, ombros e punhos. Como a coagulação nessas pessoas é muito lenta, se o sangramento não for tratado em tempo hábil, pode ocorrer grande derramamento de sangue dentro das articulações, provocando inchaço e dor na região.

Pessoas com hemofilia grave, em geral, têm sangramentos espontâneos (sem trauma) desde a infância e hemartroses espontâneas frequentes.

Na hemofilia moderada, as hemorragias ocorrem após pequenos traumas e as hemartroses espontâneas são pouco frequentes. As hemorragias das pessoas com a forma leve ocorrem após traumas ou cirurgias, sendo que a ocorrência de hemartrose espontânea não é comum.

A hemofilia adquirida (HA) é uma doença hemorrágica que surge ao longo da vida. De origem autoimune, raramente há histórico familiar e está ligada à produção de auto anticorpos anti-FVIII. Ou seja, o corpo da pessoa passa a produzir, num determinado momento, anticorpos contra o fator VIII que ela mesma produz e, por isso, passa a ter sangramentos.

A forma adquirida apresenta morbimortalidade significativa e está relacionada a sintomas hemorrágicos, geralmente graves, que necessitam de diagnóstico e tratamento de caráter emergencial.

Estimativas apontam uma incidência global de 1,5 pacientes por 1 milhão de habitantes ao ano. Para o Brasil, estima-se uma taxa de 1,8 pacientes por milhão ao ano e a HA pode ocorrer em pacientes de ambos os sexos, principalmente em idosos.

Mulheres jovens no período pós-parto, pessoas com câncer ou doenças autoimunes também estão entre as mais suscetíveis.

Descrição: Pessoa de camiseta vermelha com curativo no braço. Glóbulo vermelho flutuando ao lado. Texto em destaque:
Como é feito o tratamento?

A profilaxia é a forma mais adequada de cuidado, pois previne sangramentos e sequelas articulares

Abaixo, em texto branco sobre vermelho:
O SUS oferece medicamentos para profilaxia primária, secundária e terciária

Logos do SUS, Ministério da Saúde e Governo Federal na base.

Tratamento:

O tratamento da hemofilia consiste, basicamente, na reposição do fator anti-hemofílico. Paciente com hemofilia A recebe a molécula do fator VIII, e com hemofilia B, a molécula do fator IX.

No Brasil, a doença é tratada quase que exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece uma linha de cuidado e prevenção de complicações.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde aprovou, em 11/01/2022, a atualização do Manual de Diagnóstico e Tratamento de Inibidor em Pacientes com Hemofilia Congênita. O documento apresenta uma série de orientações sobre os tipos de tratamento para a doença, que ainda não tem cura, e destaca, ainda, a importância da individualização, além de recomendações sobre cirurgias de pequeno, médio e grande portes.

Descrição: Mão com luva azul coleta sangue do braço de paciente, em fundo clínico. Texto em destaque sobre fundo branco:
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves

Abaixo, em caixa vermelha:
Sangramentos espontâneos ou após traumas, dores crônicas e hematomas são alguns sintomas

Logos do SUS, Ministério da Saúde e Governo Federal na base.

Prevenção:

A prevenção da hemofilia pode ser feita em dois níveis:

– Prevenção de casos: através da correta orientação genética para portadoras do gene defeituoso;
– Prevenção de eventos hemorrágicos com a utilização regular de concentrados de fator de coagulação a fim de manter seus níveis suficientemente elevados, mesmo na ausência de hemorragias, para prevenir os episódios de sangramento.

Descrição: Homem sorri durante atendimento médico em ambiente clínico, fundo quadriculado. Texto:
O SUS CUIDA DE VOCÊ
• O SUS oferece tratamento multidisciplinar gratuito nos Centros de Tratamento de Hemofilia (Hemocentros), incluindo medicamentos como o Emicizumabe
• Em 2025, o Ministério da Saúde investirá aproximadamente 1,8 bilhão de reais na compra de medicamentos para o tratamento de hemofilia

Logos do SUS, Ministério da Saúde e Governo Federal na base.

Recomendações:

– Os pais devem procurar assistência médica se o filho apresentar sangramentos frequentes e desproporcionais ao tamanho do trauma;

– Manchas roxas que aparecem no bebê, quando bate nas grades do berço, podem ser um sinal de alerta para o diagnóstico da hemofilia;

– Os pais precisam ser orientados para saber como lidar com o filho hemofílico e devem estimular a criança a crescer normalmente;

– A prática regular de exercícios que fortaleçam a musculatura é fundamental para os hemofílicos. No entanto, esportes como judô, rúgbi e futebol são desaconselhados;

– Episódios de sangramento devem receber tratamento o mais depressa possível para evitar as sequelas musculares e articulares. Para tanto, o paciente deve procurar atendimento em centros de referências em hemofilia para conhecer e receber a terapia mais indicada para cada caso.

Fontes:

“Acesso para todos: mulheres e meninas também sangram” : 17/4 – Dia Mundial da Hemofilia 2025


https://www.facebook.com/minsaude

Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

11/4 – Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson 2025 | Biblioteca Virtual em Saúde MS

O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson é uma data que homenageia James Parkinson, nascido em 11 de abril de 1755, em Londres, Inglaterra, responsável pela publicação, em 1817, do ‘Ensaio sobre a paralisia agitante’, reconhecendo-a como uma condição médica, pela primeira vez.

Celebrada desde 1998, visa ao esclarecimento das manifestações da enfermidade e à apresentação de possibilidades de tratamento. Além disso, busca combater o preconceito e o estigma associados ao problema, muitas vezes baseados na crença de que se trata de um diagnóstico fatal. Existem tratamentos tanto medicamentosos quanto não medicamentosos que permitem ao paciente viver bem por muitos anos.

Cerca de 1% da população acima dos 65 anos, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), conviverá com algum grau de enfermidades ligadas à Doença de Parkinson (DP) – mas o número pode chegar a 3% até 2030, dado o aumento da expectativa de vida da população.

A despeito de quase sempre se manifestarem em pessoas idosas, os casos abaixo dos 60 anos vêm aumentando. De acordo com a OMS, é possível que 10% a 15% dos pacientes diagnosticados tenham menos de 50 e cerca de 2% podem estar abaixo dos 40 anos.

A DP é uma enfermidade neurológica, crônica e progressiva. Sua causa não é conhecida, mas está relacionada à morte das células do cérebro, em especial na área conhecida como substância negra, responsável pela produção de dopamina, um neurotransmissor essencial para a função motora, humor e tomada de decisão.

A principal característica é a lentidão dos movimentos, seja para falar, para andar ou para fazer outras atividades, embora muitas pessoas a associem ao tremor. Existe DP sem tremor, mas não há sem lentidão.

Sintomas motores e não-motores fazem parte da lista de sinais da doença. Os não-motores são os primeiros a aparecer, como por exemplo:

– Diminuição do olfato;
– Alteração do hábito intestinal (constipação);
– Sintomas de depressão;
– Diminuição do apetite;
– Alterações do sono.

Os sintomas motores prejudicam a movimentação adequada do corpo, e são definidos por:

– Lentidão;
– Rigidez;
– Tremor de repouso;
– Desequilíbrio.

Tratamento:

A DP não tem cura, mas é tratável com medicamentos e outras terapias, inclusive com exercícios físicos, devendo ser acompanhada por equipe multiprofissional, como terapeuta ocupacional e fisioterapeuta, dentre outros profissionais de saúde, a fim de restaurar ou manter as funções e incentivar a realização das atividades de vida diária de forma independente.

Recomendações:

– Procurar um médico tão logo perceber um ligeiro tremor nas mãos ou notar que a letra diminuiu de tamanho (micrografia);
– Manter a atividade intelectual; ler, acompanhar o noticiário;
– Não atribuir ao passar dos anos a perda da expressão facial e o piscar dos olhos menos frequentes;
– Praticar atividade física regularmente – isso ajuda a preservar a qualidade dos movimentos.

Fonte:

11/4 – Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson 2025